Brigada de Trânsito
Para o efeito dispõe de uma Brigada de Trânsito, unidade especial responsável pelo cumprimento da missão da Guarda em todo o território continental, competindo-lhe prioritariamente a fiscalização do cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre viação terrestre e transportes rodoviários e o apoio aos utentes das estradas.
A origem da BT, remonta a 1970, quando o governo de então entendeu extinguir a Polícia de Viação e Trânsito (P.V.T.) e transferir as competências desta, no âmbito da fiscalização das disposições legais e regulamentares sobre viação terrestre e transportes rodoviários, para a Guarda Nacional Republicana. Para o desempenho desta função, e nos termos do Decreto-Lei n°. 265/70, de 12 de Junho, foi criada a Brigada de Trânsito, a qual iniciou a sua actividade em 1 de Julho do mesmo ano.
Esta unidade especial, para além de uma subunidade de comando e serviços e de um grupo de acção conjunta, articula-se em grupos, destacamentos e subdestacamentos de trânsito.
No âmbito da reestruturação muito Guarda Nacional Republicana, muito se tem falado acerca desta unidade especial, segundo os meios de comunicação social, o famoso relatório de uma empresa de consultadoria refere que a Brigada de Trânsito conta actualmente com um efectivo de 2.429 militares e com um parque automóvel de 565 viaturas automóveis, além de toda uma outra vasta gama de equipamento necessário ao desempenho da sua missão. Havendo intenção de dispersar esta Unidade pelos Grupos Territoriais, à semelhança daquilo que também é preconizado para Brigada Fiscal e que já acontece com o SEPNA e com a Investigação Criminal. Ganhando-se em planeamento e coordenação, evitando-se subaproveitamento de meios humanos e materiais com o desaparecimento de sobreposições em termos de actuação operacional, respondendo-se de forma mais abrangente às necessidades sentidas a nível local.
Entretanto, recentemente, veio a público que a GNR terá enviado ao ministro da Administração Interna, uma proposta segundo a qual a Brigada de Trânsito passaria a operar apenas nas auto-estradas.Contudo, em entrevista dada ao Diário Económico, Rocha Andrade, subsecretário de Estado do MAI, referiu que as forças de segurança serão em breve reformuladas e a Brigada de Trânsito vai passar a patrulhar as estradas secundárias. Isto porque ao nível do distrito, a BT não faz uma gestão integrada dos seus meios com o dispositivo territorial, concentrando-se demasiado nos itinerários principais quando é nas estradas secundárias que ocorrem mais acidentes mortais, o que não faz qualquer sentido.
Alguns neo-saudosistas dos tempos da PVT propugnam a extinção da Brigada de Trânsito e a criação de uma nova polícia de trânsito, de génese civilista, na dependência directa da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
Tendo em conta as opiniões vertidas, conclui-se que haverá alguma falta de sintonia em termos de opiniões, sobre o futuro da Brigada de Trânsito.
Acho que neste capítulo, se reconhece de forma unânime que é preciso uma atitude preventiva e repressiva mais eficaz e eficiente, o que actualmente não é possível em toda a zona de acção da GNR, dada a nítida incapacidade do dispositivo territorial da GNR para o efeito, pois a sua actuação desdobra-se numa multiplicidade de vertentes, daí que não seja de todo descabida uma actuação mais visível da BT fora das auto estradas, nos itinerários secundários, os quais, em regra, apresentam deficiências em termos de traçado, pavimento e sinalização, sendo por isso mais propícios à prática de infracções e à sinistralidade. Devido à sua missão, não nos podemos esquecer da importância que esta unidade assume, pois vivemos num país em cujas estradas, entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2006, se verificaram 850 mortes, 3.424 feridos graves e 43.150 pessoas feridos ligeiros; logo a tomada de decisões nesta matéria, não se poderá fazer de ânimo leve, sob pena de estarmos a prejudicar gravemente a segurança rodoviária.




















