29.1.07

Brigada de Trânsito

De acordo com a sua lei orgânica, a Guarda Nacional Republicana tem por missão geral, velar pelo cumprimento das leis e disposições em geral, nomeadamente, as relativas à viação terrestre e aos transportes rodoviários.
Para o efeito dispõe de uma Brigada de Trânsito, unidade especial responsável pelo cumprimento da missão da Guarda em todo o território continental, competindo-lhe prioritariamente a fiscalização do cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre viação terrestre e transportes rodoviários e o apoio aos utentes das estradas.
A origem da BT, remonta a 1970, quando o governo de então entendeu extinguir a Polícia de Viação e Trânsito (P.V.T.) e transferir as competências desta, no âmbito da fiscalização das disposições legais e regulamentares sobre viação terrestre e transportes rodoviários, para a Guarda Nacional Republicana. Para o desempenho desta função, e nos termos do Decreto-Lei n°. 265/70, de 12 de Junho, foi criada a Brigada de Trânsito, a qual iniciou a sua actividade em 1 de Julho do mesmo ano.
Esta unidade especial, para além de uma subunidade de comando e serviços e de um grupo de acção conjunta, articula-se em grupos, destacamentos e subdestacamentos de trânsito.
No âmbito da reestruturação muito Guarda Nacional Republicana, muito se tem falado acerca desta unidade especial, segundo os meios de comunicação social, o famoso relatório de uma empresa de consultadoria refere que a Brigada de Trânsito conta actualmente com um efectivo de 2.429 militares e com um parque automóvel de 565 viaturas automóveis, além de toda uma outra vasta gama de equipamento necessário ao desempenho da sua missão. Havendo intenção de dispersar esta Unidade pelos Grupos Territoriais, à semelhança daquilo que também é preconizado para Brigada Fiscal e que já acontece com o SEPNA e com a Investigação Criminal. Ganhando-se em planeamento e coordenação, evitando-se subaproveitamento de meios humanos e materiais com o desaparecimento de sobreposições em termos de actuação operacional, respondendo-se de forma mais abrangente às necessidades sentidas a nível local.
Entretanto, recentemente, veio a público que a GNR terá enviado ao ministro da Administração Interna, uma proposta segundo a qual a Brigada de Trânsito passaria a operar apenas nas auto-estradas.
Contudo, em entrevista dada ao Diário Económico, Rocha Andrade, subsecretário de Estado do MAI, referiu que as forças de segurança serão em breve reformuladas e a Brigada de Trânsito vai passar a patrulhar as estradas secundárias. Isto porque ao nível do distrito, a BT não faz uma gestão integrada dos seus meios com o dispositivo territorial, concentrando-se demasiado nos itinerários principais quando é nas estradas secundárias que ocorrem mais acidentes mortais, o que não faz qualquer sentido.
Alguns neo-saudosistas dos tempos da PVT propugnam a extinção da Brigada de Trânsito e a criação de uma nova polícia de trânsito, de génese civilista, na dependência directa da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
Tendo em conta as opiniões vertidas, conclui-se que haverá alguma falta de sintonia em termos de opiniões, sobre o futuro da Brigada de Trânsito.
Acho que neste capítulo, se reconhece de forma unânime que é preciso uma atitude preventiva e repressiva mais eficaz e eficiente, o que actualmente não é possível em toda a zona de acção da GNR, dada a nítida incapacidade do dispositivo territorial da GNR para o efeito, pois a sua actuação desdobra-se numa multiplicidade de vertentes, daí que não seja de todo descabida uma actuação mais visível da BT fora das auto estradas, nos itinerários secundários, os quais, em regra, apresentam deficiências em termos de traçado, pavimento e sinalização, sendo por isso mais propícios à prática de infracções e à sinistralidade. Devido à sua missão, não nos podemos esquecer da importância que esta unidade assume, pois vivemos num país em cujas estradas, entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2006, se verificaram 850 mortes, 3.424 feridos graves e 43.150 pessoas feridos ligeiros; logo a tomada de decisões nesta matéria, não se poderá fazer de ânimo leve, sob pena de estarmos a prejudicar gravemente a segurança rodoviária.
Túlio Hostílio

26 Comentários:

Anonymous JEREMIAS, O FORA DA LEI disse...

“Ao nível do distrito, a BT não faz uma gestão integrada dos seus meios com a GNR, e concentra-se demasiado nos itinerários principais quando é nas estradas secundárias que ocorrem mais acidentes mortais. Não faz qualquer sentido”….. “As forças de segurança serão em breve reformuladas e a Brigada de Trânsito vai passar a patrulhar as estradas secundárias”. Ora, ora, ora! Quem assim discorre é um senhor a necessitar urgentemente de exercício físico ou dieta, de acordo com os padrões da OMS, que por acaso é o SSEMAI, e, a entrevista saiu no Diário Económico de hoje.
Assim ficamos a saber: existe a BT e a GNR. Boa! E, até hoje, quem comanda a BT só fez asneiras! Não sai da Brisa, perdão das auto estradas e, os acidentes mortais dão-se nas estradas secundárias, logo a BT tem contribuído para que as estradas de Portugal sejam aquilo que são. Mas, segundo o SSEMAI, tudo vai mudar daqui a nada.
Pergunta o guita pouco esclarecido: Se o Governo diz não “comandar” a TAP, a CGD, a RTP, porque carga de água quer Sexa escalar o “giro” das patrulhas da BT? Será algum tique? Por muito menos, o anterior Comandante da BTI, (Brigada de Transito Independente), regressou à sua anterior situação. O que fará o actual, sabendo-se que a proposta que fez para o futuro da BT/GNR, vai totalmente contra o pensamento do futuro “escalador”?

29.1.07  
Anonymous Almirante Pessanha disse...

Bom isto é que é versatilidade, de repente passou-se da crista da onda para o calor do alcatrão....

29.1.07  
Anonymous Almirante Pessanha disse...

Sugiro uma vista de olhos às imagens contidas neste vídeo http://www.youtube.com/watch?v=AuFskA8EI6U

29.1.07  
Anonymous JEREMIAS, O FORA DA LEI disse...

Ou seja,passamos do sapatinho de vela, para a bela da bota alta.

Sinceramente, penso que a esmagadora maioria dos militares da GNR,ainda não viram o poder que tem a palavra, neste caso escrita.
Alguém, em boa hora, criou este blogue, pô-lo à disposição dos militares da Guarda, num momento importantissimo para a Instituição e o que vemos?
Centenas de visitas e apenas quatro ou cinco dúzias de comentários. Um bom hábito português: o espreita! Dá prazer ao português assistir, se possível de camarote, áquilo que fazem os outros! Agora, serem actores, terem opinião, sujeitarem-se ao contraditório, amanhã talvez! É pena que isto ainda aconteça! Depois não se podemos queixar, que alguém exterior a nós decida o nosso destino, seja nos SSGNR,onde andam 23 milhões de euros dos sócios a "voar",e onde estão suspensos subsidios e empréstimos, seja na reorganização, seja onde for. Militares da Guarda que entram neste blogue, escrevam aqui a vossa opinião sobre estas matérias! Não deixem que outros o façam sem ao menos ler a nossa opinião. Se dentro da Guarda, a discussão interna não existe, façamo-la aqui sem medos nem receios.
Amanhã, quando acordarmos fomos enviados "para lá das estevas", se continuarmos a cultivar o imobilismo mental que nos tolhe o pensamento.

29.1.07  
Anonymous kgb disse...

Tendo em conta o currículo do senhor que é citado pelo "Jerónimo fora da lei", ele é capaz de mudar alguma coisa.
Fernando António Portela Rocha Andrade
Nascido em Coimbra, a 19 de Fevereiro de 1971
Habilitações académicas
Concluiu os estudos secundários, em Aveiro, na Escola Secundária Homem Cristo, no ano de 1989.
Licenciatura em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, concluída em Janeiro de 1995 com a média final de 16 valores
Mestrado em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, na área de ciências jurídico-económicas, concluído em Abril de 2002, com a classificação final de Muito Bom (18 valores)
Docência e cargos académicos na FDUC

Assistente estagiário da Faculdade de Direito desde Maio de 1995, e assistente desde Maio de 2002. Leccionou aulas práticas da disciplina de Economia Política, do 1º Ano da licenciatura em Direito, de 1995 a 2002. Membro do Conselho Científico da FDUC entre 1999 e 2001, eleito em representação dos docentes não doutorados.
Regente da disciplina de Economia e Finanças Públicas, do 2º ano da licenciatura em Direito
Secretário do Conselho de Redacção do Boletim de Ciências Económicas
Vogal do Conselho Directivo
Experiência profissional
Docente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra desde 1995, nas disciplinas de Economia Política e Economia e Finanças Públicas
Docente do Centro de Estudos e Formação Autárquica (2000)
Adjunto do Ministro dos Assuntos Parlamentares (1995-1999)
Adjunto do Ministro da Justiça (2001-2002)
Assessor do Presidente do Tribunal Constitucional (2003-2004)
Advogado na Comarca de Aveiro
Actividade política
Militante da Juventude Socialista entre 1988 e 2001, tendo sido, nomeadamente, Presidente da Mesa da Concelhia de Aveiro, Presidente do Congresso Distrital de Aveiro e membro do Secretariado Nacional
Militante do Partido Socialista desde 1989, integrando actualmente a Comissão Política Distrital de Aveiro e a Comissão Nacional
Vogal da Assembleia Municipal de Aveiro entre 1993 e 1995
Obras publicadas
«Por um sistema de representação proporcional personalizada» (em co-autoria com Filipe Abreu Nunes), Finisterra n.º 34, Maio 2000
«Estudo sobre a reforma do sistema eleitoral para a Assembleia da República», in Reforma do Sistema Eleitoral da Assembleia da República, MREAP, Outubro de 2000
«Tentando a quadratura do círculo - uninominalidade e garantia de proporcionalidade no sistema eleitoral para a Assembleia da República», Eleições, n.º 6, Novembro de 2000.
«Concorrência fiscal e concorrência fiscal prejudicial na tributação directa do capital», Boletim de Ciências Económicas, Vol. XLIV, 2001.
«Preços de transferência e tributação de multinacionais: as evoluções recentes e o novo enquadramento jurídico português», Boletim de Ciências Económicas, Vol. XLV-A, 2002.
«Concorrência fiscal internacional na tributação dos lucros das empresas», Boletim de Ciências Económicas, Vol. XLV, 2002 (dissertação de Mestrado em Direito).
«Dívida Pública», «Efeitos Económicos dos Impostos» e «Políticas de Redistribuição e Segurança Social» (este último em co-autoria com Matilde Lavouras), textos de apoio à disciplina de Economia e Finanças Públicas da FDUC, policopiados, 2004

Funções governamentais exercidas
Desde 2005-03-14
Subsecretário de Estado da Administração Interna do XVII Governo Constitucional

Uma coisa é certa, já mudou muita coisa até agora e já fez tremer muitos dinossauros; muitos outros abanarão e de seguida tombarão na vala do esquecimento...

29.1.07  
Anonymous JEREMIAS, O FORA DA LEI disse...

Caro kgb,
A única coisa que verdadeiramente se viu fazer, foi enviar as nossas esposas para a fila do médico da Caixa de Previdência, ao lado dos bandidos que prendemos! Olhe se isto é "conduto" antes quero comer "pão seco".

29.1.07  
Anonymous kgb disse...

Jeremias fora da lei, a vida é assim, pelo justo paga o pecador.....

29.1.07  
Anonymous kgb disse...

(correcção)Caro Jeremias fora da lei, a vida é assim, pelo pecador paga o justo.....

29.1.07  
Anonymous GALEGO disse...

Por falar em necessidade de exercicio físico e padrões da OMS:A obesidade é uma doença! Mais, é uma doença que constitui um importante factor de risco para o aparecimento, desenvolvimento e agravamento de outras doenças.
Há tantas pessoas obesas a nível mundial que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou esta doença como a epidemia global do século XXI.
O que é a obesidade?
De acordo com a OMS, a obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde.
É uma doença crónica, com enorme prevalência nos países desenvolvidos, atinge homens e mulheres de todas as etnias e de todas as idades, reduz a qualidade de vida e tem elevadas taxas de morbilidade e mortalidade.

29.1.07  
Anonymous GALEGO disse...

O Ministério da Administração Interna está a ponderar a transferência de funcionários públicos excedentários nas áreas técnico-administrativas para os trabalhos burocráticos da PSP e GNR.
Segundo o subsecretário de Estado do MAI, Fernando Rocha Andrade, o objectivo da medida é libertar elementos das forças de segurança para as funções de policiamento na rua. Por exemplo, libertar para as funções policiais os agentes que agora estejam nas messes, oficinas, ordenanças, pedreiros e outros.
Está mais do que visto que numa eventual remodelação governamental teremos por aí um novo Ministro da Administração Interna, dada a quantidade de entrevistas do SSEAI nos últimos dias.
Quanto à medida proposta, não me choca que venha a ser implementada, desde que seja para as tarefas acima citadas, pois é inconcebível que tanto na GNR como na PSP tenhamos elementos recém formados a servir nas messes e noutros locais análogos.
Fruto destas tarefas serem desempenhadas por elementos das forças de segurança, é no seio destas que encontramos os empregados de hotelaria, os mecânicos, os pedreiros, os cabeleireiros, os carpinteiros, os correeiros, os estofadores, os pintores etc… mais bem pagos deste país.
Quando estes são necessários para o patrulhamento das vilas, cidades, campos e estradas deste país, fazendo um patrulhamento preventivo, evitando que o crime ocorra e que as forças de segurança tenham de actuar, tal como fazem actualmente, quase exclusivamente no campo repressivo, devido à generalizada escassez de efectivos nas células base, respectivamente o Posto Territorial e a Esquadra.
Porque quando estas duas estruturas não são capazes de assegurar uma prevenção eficaz nas respectivas zonas de acção todo o resto fica comprometido, pois têm de entrar em acção toda uma panóplia de meios que por regra são dispendiosos, como seja o caso da Investigação Criminal, tanto ao nível operativo como criminalístico, bem como outros meios exteriores v.g. os Tribunais, o sistema prisional e todos os mecanismos (humanos e materiais) que aí têm de ser accionados por causa de uma prevenção ineficaz.
Tal como sai muito mais barato ao Estado, logo ao contribuinte que somos todos nós, investir nestas células base, do que andar por vezes a investir em programas e nalgumas estruturas que apenas têm como resultado uns breves minutos de televisão e que depois acabam por cair no esquecimento.

30.1.07  
Blogger Conceição Bernardino disse...

Olá,
Queria dizer que os meus blogs sumiram por isso resolvi fazer um novo,
Onde constam todos os meus temas, tanto poesia como prosa e textos vários...
Obrigada e peço-vos desculpa pelo transtorno
Estou a faze-lo conforme posso, não me esqueci de ninguém
Beijinhos
Conceição Bernardino

Meu novo blog- http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com

Que posso eu dizer se os meus olhos não falam!
Transmitem emoções, a essa beleza inconfundível
Que as palavras me transmitem
Aqui estou eu para te dar o meu gesto de carinho
Soberbo...

30.1.07  
Anonymous Galego disse...

Mais uma achega para tudo o que foi dito: Mais de 30 por cento dos condutores mortos em acidentes de viação, em 2006, conduziam embriagados, revelam as autópsias. O consumo de bebidas foi também detectado em 28 por cento dos peões atropelados mortalmente.

31.1.07  
Anonymous Anónimo disse...

Brigada Fiscal continua luta contra apanha de meixão

O Subdestacamento Fiscal da Figueira da Foz apreendeu, no dia 26 de Janeiro, na foz do Rio Mondego, mais de seis quilos de enguias juvenis, também conhecidas por meixão e cuja pesca é proibida.



Além do pescado, avaliado em 2.400,00 euros, foram também desmanteladas e apreendidas 51 redes mosquiteiras num valor estimado de 50.000,00 euros.

O peixe foi devolvido à água e as redes ficaram à guarda do tribunal para serem destruídas.


E eu que julgava que esta era uma atribuição do SEPNA.

31.1.07  
Anonymous Galego disse...

É a interpenetração entre a BF e o SEPNA, embora não seja "expert" em Teoria da Organizações, ao que consta por vezes a excessiva especialização gera situações destas.

31.1.07  
Anonymous jeremias, o fora da lei disse...

Já agora amigo Galego, na situação descrita, quem foi o penetrado?
Já agora o SEPNA, é apenas uma dependência técnica. Os meios operacionais destra estrutura dependem, em regra, dos Destacamentos Territorais.

31.1.07  
Anonymous galego disse...

A estrutura penetrada é sempre a mais permeável, tendo em conta as debilidades estruturais que o senhor documenta no seu comentário é fácil de ver quem foi o penetrado.

31.1.07  
Anonymous Almirante Pessanha disse...

No outro dia, li para aí num comentário de um blogue que um sargento da GNR, com dotes proféticos, terá dito que “dias viriam em que a Guarda só pararia atrás das estevas”.
Hoje quando vi um comentário sobre a intercepção dos perigosos delinquentes que se dedicavam à apanha do meixão e uma outra notícia sobre um outro não menos perigoso delinquente (quase equiparado ao Zé da Tarada) que caçava tordos utilizando toques de telemóvel como chamariz, decidi dedicar-me, um pouco, ao estudo da natureza.
E, a primeira coisa que quis saber, foi exactamente o que é uma esteva, devido à afirmação do dito sargento-profeta que ao que parece conhece bem o Padre Fontes (uma sumidade em profecias e nas artes do exorcismo).
Fiquei deveras surpreendido, pois a esteva, ou xara como é conhecida em algumas regiões próximas da fronteira com a Espanha, é um indicativo da chegada à fase final da degradação de muitos dos nossos biótopos. Com efeito, quando os sulcos sucessivos do arado, em busca da cama para o trigo, acabaram por deixar à superfície pouco mais do que a rocha-mãe, a qual ficou exposta à impiedosa soalheira ou aos invernosos frios, só um ser é capaz de resistir a tais rigores: a esteva.
É aí que nasce tojo, rosmaninho, pilriteiro, aqui e ali catapereiro, silvados e um conjunto sucessivo de arbustos onde os pássaros fazem ninho. Que o coelho se furta das vistas de uma águia. Que a perdiz refugia os perdigotos que escapam assim de morrer desidratados. Que o javali encontra refúgio e comida revolvendo o solo já formado em torno das raízes. Rico em insectos e larvas que a galinhola, escapada aos frios setentrionais, também não o desconhece.
A esteva (Cistus ladanifer L.) pertence à família Cistaceae. Esta contém 8 géneros e mais de 160 espécies. São um elemento importante dos matos existentes nos ecossistemas dos climas mediterrânicos, principalmente nos solos não calcários onde são muitas vezes a espécie dominante.
É uma planta perene de crescimento rápido. Tem usualmente um porte arbustivo, podendo atingir alturas de 2.5 m, ainda que normalmente não ultrapasse os 2 m.
Fiquei perplexo, e não é para menos, tendo em conta o ecossistema, para onde, segundo as palavras sábias do profeta, o futuro conduzirá a Guarda.

31.1.07  
Anonymous jeremias, o fora da lei disse...

Caro almirante,
como é bom de ver essa "coisa das estevas", foi uma metáfora utilizada por alguém que ainda teve uma 4.ª classe onde se aprendiam algumas coisas necessárias ao dia à dia. As filosofias ficavam para o Liceu.
Por acaso também conhecia a expressão, e, hoje o "para lá das estevas", parecem ser as localidades com menos de quinze mil habitantes, estradas secundárias, rurais, aceiros, linhas de caminho de ferro, postes de alta tensão e rios com menos de meio metro de profundidade. Olhe, no tempo em que a Guarda Fiscal era viva, (a terra ainda não a comeu totalmente, havia uma coisa que era a Zona Fiscal da Fronteira Terrestre, (ZFFT)). Procure saber o que era, e, veja lá se não se pomos a pau se não é o sitio onde vamos acabar os nossos dias.
Já começo a ver jovens oficiais com o discurso de trocar "terreno por competências", o que quer que seja isto! Na guerra convencional trocava-se terreno por tempo.... até se ficar encostado à parede.

31.1.07  
Anonymous Alexandra Caracol disse...

A área da segurança é uma área que deveria ser motivo de atenção por parte de qualquer pessoa.

Infelizmente, no geral, as pessoas só se lembram deste assunto quanto os problemas lhes batem à porta.

Todos nós podemos fazer algo de positivo em relação à segurança.

Cada um no seu lugar podemos melhorar os problemas do mundo, incluindo esta área.

Bem Haja

Alexandra Caracol

1.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Quando é que estes saudosistas do passado se convencem que a GF está extinta e que não adianta estarem permanentemente a chover no molhado? Se aquilo era tão bom porque acabou? Já se esqueceram das broncas que davam tipo Setubal e Aveiro conection? Só lucraram com a vinda para a guarda de que agora dizem mal.Promoções, colococações tudo foi feito á vossa medida. Para cá só touxeram indisciplina e sindicalismo. Deixem-nos trabalhar.Napoleão

3.2.07  
Anonymous jeremias, o fora da lei disse...

Napoleão, sinceramente você parece ter saído de um filme da Alexandra Caracol.
Se vir bem os meus comentários, rapidamente perceberá que neles não existem qq tipo de saudosismo. A GF doi extinta, por falta de objecto,e nunca se deveria ter deixado criar a BF, como deveria ter sido extinta na mesma altura a Brigada de Trânsito, porque as pessoas mais lúcidas da Guarda, já na altura previam o que viria a acontecer.
As minhas postagens vão no sentido, de não se deixarmos diminuir, enquanto a PSP e o lobby governamental que a apoia, parece ser a cura de todas as maleitas.
As minhas postagens vão no sentido de nos explicarem muito bem explicadinho, porque motivo temos apenas perfil para policiar localidades com menos de dez mil habitantes.
É isto que tenho escrito meu amigo. Se você não o percebeu, paciência.
Eu cá continuarei a contestar, a resistir e a dizer não. Quanto ao sindicalismo, não é um problema da GF, é apenas um sinal dos tempos.

3.2.07  
Anonymous desalojado de chelas disse...

Jeremias esteve à altura, é essa resposta adequada para a rapaziada que pensa que as Forças de Segurança ainda vivem no tempo da folha de papel azul, do Land Rover de capota em lona e dos VW carocha.
Muita coisa mudou, temos de acompanhar os tempos, sem perder o pé e o rumo, nunca esquecendo que estamos no meio de uma luta que se desenrola na arena dos interesses.
Quanto ao "lobby pró PSP" que existe, [basta ver pérolas deste género: "António costa tem reunido quer com Mourato Nunes quer com Orlando Romano (com quem não há divergências significativas)nas últimas semanas "], não lhe podemos dar ainda mais trunfos. E dar-lhe trunfos é caminharmos no fomento da desunião.
Quanto à pretensa capacidade exclusiva da PSP para policiar certas áreas, ainda gostava de ver um estudo sociológico, ou outro que fosse que fundamentasse tal facto.

3.2.07  
Anonymous "o Gangas" disse...

De facto há vários estudos sociologicos e não só que apontam para que a PSP policie determinadas areas, senão vejamos os seguintes exemplos:
Esquadra da Torre de Marinha no Seixal, ao lado desta esquadra funciona o supermercado de droga daquela localidade, ora se a esqudra desaparece, quem vais tomar conta e proteger os toxicos daquelas paragens?
Exemplo dois, esquadra da Moita, população algo envelhecida duvido que com 10.000 hebitantes, perto do rio, se a esquadra desaparece quem vais tomar conta dos Bois que por ali proliferam nas festas em Agosto?
Pois é temos lá a nossa PSP para tomas conta das bestas.
Mas ninguém está aqui para picardias, os outros postadores já falaram em ser penetrados ou algo parecido, eu apenas quero que se encontre um concenso que possa ajudar a s populações que precisam das forças de segurança, sem que se prejudiquem os profissionias que as compõe.

3.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Ó napoleão a GF não está extinta enquanto a ultima geração do fisco não se reformar. Os tempos mudaram mas continua a existir uma fronteira maritima onde os guitas nunca terão espirito de missão para desenpenhar a fiscalização da fronteira maritima nacional e tambem fronteira da comunidade europeia.Qto aos casos de setúbal e Aveiro...são situações condenáveis...mas na gnr ainda hoje há um estende a mão constante q até mete pena dos guardilhas espalhados pelos postos territoriais deste país fora. Com a integração só perdemos,nada ganhamos!!!!

9.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Ó napoleão a GF não está extinta enquanto a ultima geração do fisco não se reformar. Os tempos mudaram mas continua a existir uma fronteira maritima onde os guitas nunca terão espirito de missão para desenpenhar a fiscalização da fronteira maritima nacional e tambem fronteira da comunidade europeia.Qto aos casos de setúbal e Aveiro...são situações condenáveis...mas na gnr ainda hoje há um estende a mão constante q até mete pena dos guardilhas espalhados pelos postos territoriais deste país fora. Com a integração só perdemos,nada ganhamos!!!!

9.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Jeremias fora da lei, o fora da lei Percebi perfeitamente o seu ponto de vista e concordo com ele. Já me manisfestei noutro local com igual posição.O país é um só e a pseudo classificaçõao rural urbano perdeu actualidade há muito tempo. Consultem o camarada sociólogo Zé da Fisga que ele explica um conceito designado por "rurbano". Quanto ao mais referente ao passado, o tempo não volta para trás.Até á próxima Napoleão

9.2.07  

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