2.2.07

Implantação Territorial das Forças de Segurança

Na sequência daquilo que já se tinha por aqui escrito[1], o processo de territorialização das Forças de Segurança (FS) está em marcha. Ou seja, a par de uma reestruturação das FS, ocorre um processo de reorganização da implantação territorial das mesmas.
Assim, ao que consta, irão ser encerradas vinte e quatro esquadras da Polícia de Segurança Pública (PSP), o que não obstante os eventuais transtornos pessoais daí decorrentes, vai permitir reforçar o policiamento noutras localidades onde esta FS permanece, sobretudo nas capitais de distrito, permitindo desta forma dar uma resposta mais célere e oportuna às solicitações. Enquanto que os Postos Territoriais da Guarda Nacional Republicana (GNR) assumirão a responsabilidade pelo policiamento dessas localidades, onde na maior parte dos casos já dispõem de estruturas, não se vislumbrando dificuldades de maior, uma vez que nas localidades do interior as áreas que estavam atribuídas à GNR foram alvo de grande desertificação, concentrando-se a população nas sedes dos concelhos, ou das freguesias, pelo que a transição nesse aspecto será pacífica, não se podendo deixar de levar em linha de conta algum eventual reforço, pois não é pelo facto de muitas zonas estarem quase desertificadas, ou mesmo desertificadas que deverão deixar de ter policiamento, quanto mais não seja para prevenção de eventuais ilícitos (v.g. crimes ambientais).
A incógnita permanece, por enquanto, em relação às áreas suburbanas de Lisboa e do Porto, onde uma grossa dessas zonas está a cargo da GNR, e relativamente às quais começam a soar ecos de que irão transitar para a PSP. Se bem que nada obste a que a GNR continue nos subúrbios (os quais têm uma especificidade – na maior parte dos casos mistura-se aí o rural e o urbano – não havendo as características próprias da vida tipicamente citadina), devido à experiência adquirida nestas zonas de acção (a qual não pode nem deve ser desperdiçada) e à adaptação que entretanto ocorreu no seio desta força de segurança para lidar com as novas realidades criminais e que tem estado a dar os seus frutos.
Tanto num caso como noutro, vai ter de haver uma reafectação em termos de pessoal, sendo que devido à reestruturação da Administração Pública em geral e das FS em particular, talvez se consiga libertar uma quantidade significativa de elementos destas últimas para as actividades operacionais, o que conjugado com sua a transição cada vez mais tardia para a pré - aposentação e reserva, permitirá reforçar o policiamento. E, até o Orçamento do Estado -Lei nº 53-A/2006de 29 de Dezembro refere que até 31 de Dezembro de 2007 ficam suspensas as alterações de quadros de pessoal, com excepção das que sejam indispensáveis para o cumprimento da lei ou para a execução de sentenças judiciais, bem como aquelas de que resulte diminuição da despesa (Artº 15º nº 2). Carecendo de parecer favorável do ministro responsável pela área das finanças e da Administração Pública, as decisões relativas à admissão do pessoal militarizado ou equiparado e com funções policiais e de segurança ou equiparadas [Artº 17º nº 1, 2 d) e 3]. Decorrendo daí daqui que se torna possível reforçar o contingente, tanto da GNR, como da PSP.Tendo em conta os contornos que normalmente acompanham estes processos, é provável que se atravessem tempos conturbados. Espero sinceramente que não obstante as disposições estatutárias a que estão sujeitos os elementos das FS, sejam acautelados os seus interesses e que o cidadão não saia prejudicado, porque sem segurança não há liberdade.


Túlio Hostílio

[1] Territorialização das Forças de Segurança http://tocadotulio.blogspot.com/2006_12_01_archive.html

37 Comentários:

Anonymous monstro das bolachas disse...

E sexo? Nunca se fala de sexo neste blogue? Os guardas não "coisam"?
Vamos lá a falar de sexo,, bolas?

2.2.07  
Anonymous jeremias, o fora da lei disse...

Parece que desta vez é verdade.
A Briosa vai ser empurrada para "lá das estevas", ou seja para localidades com menos de dez mil habitantes, excepto Torres Novas e Fátima, que embora apenas com cinco mil, também ficam para a PSP, por desejo de um "cromo" de um sindicato dos Cucos: a primeira por ter muita "imigração", a segunda por lá ter "a escola de formação".
A ex-Zona Fiscal da Fronteira Terrestre, espera por nós.
Antes da entrada do País do faz de conta, na CEE, era a terra das mil oportunidades: ali, dizem as más línguas muita gente ficou rica. Café, bananas e bezerros para lá, vacas velhas e tabaco para cá.
Estão a ver a linha imaginária terrestre que nos separa de Espanha? Tracem outra que desta diste quatro quilómetros. Estão a ver a área de terreno entre uma e outra.Sobre a linha dos quatro quilómetros ainda devem existir as ruinas de 250 ex-Postos Fiscais.É aí que vamos acabar os nossos dias.
Excepto o almirante pessanha, que segundo sei vai com o resto dos "marinheiros" ser integrado no SEF!
Viva Portugal! Viva a Pátria!

2.2.07  
Anonymous jeremias, o fora da lei disse...

"O recado que trazem é de amigos,
mas debaixo o veneno vem coberto,
que os pensamentos eram de inimigos
segundo foi o engano descoberto,
Oh! Grandes e gravíssimos perigos,
Oh! Caminho de vida nunca certo,
Que,aonde a gente põe sua esperança
Tenha a vida tão pouca segurança!"

2.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

"O governo reconhece que há uma grande número de suicídios entre as Forças de Segurança. O Ministro da Administração Interna exigiu à GNR e à PSP que apresentem um plano de prevenção de suicídios no prazo máximo de 60 dias.

RTP 1/JORNAL DA NOITE"

Oh Gavião da Silva vem-me salvar!

2.2.07  
Anonymous galego disse...

Caros amigos, há uns anos atrás falava-se no "processo de colectivização forçado", agora por aqui fala-se em "processo de estevização forçado".
Mas há quem concorde, pois são escolhas estratégicas.
Veremos.........

2.2.07  
Anonymous galego disse...

Já agora, há que assinalar uma efeméride, este blogue ultrapassou os dois mil visitantes....
Longa vida ao Túlio...

2.2.07  
Anonymous Desalojado de Chelas disse...

Por acaso também gostei de ouvir um dirigente sindical da PSP a defender a permanência daquela FS em Torres Novas e Fátima, com argumentos de quem está a precisar de praticar exercicio fisico, segundos os padrões da OMS. Segundo essa lógica, a GNR passaria a patrulhar Queluz , Portalegre, Aveiro e no futuro a Figueira da Foz(por causa da EPG), para, desde início, inserir os guardas no dia a dia da patrulha, na cidade ou vila mais próxima da escola onde estão a receber instrução.

2.2.07  
Anonymous galego disse...

Ao primeiro "comentador" que perguntava se por aqui não se falava de sexo, como pode ver por aqui não se fala de outra coisa.

2.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Paradigma Antigo/Paradigma Moderno:
- Gestão/Liderança;
- Eu penso/Causa e efeito;
- Apego a um modelo/Melhoria contínua;
- Lucro a curto prazo/Equilíbrio entre lucro a curto prazo e lucro a longo prazo;
- Mão-de-obra/ Associados;
- Evitar e temer a mudança/A mudança é uma constante;
- Esta bem assim/ Não existem defeitos.

Temos que deixar o Paradigma antigo, temos que aceitar o Paradigma novo e "prender" "os Velhos do Restelo".

Abraço

"ABUSUS"

3.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Bom, parece que não surge nada de novo ou seja é chover no molhado. Estas notícias não passam de " falsa informação " enviada quem sabe por alguém que sente que a sua tropa se prepara como alguns dizem para ir para tràs das estevas, então que assim seja. Sim porque existem demasiados militares em Lisboa a fazer número e a ver os barcos no tejo, devem ser enviados para os meios rurais, pois é aí que devem exercer as suas funções. Ai que isto não vai ficar nada famoso para os guitas.

Arre macho, patrulheiro da gnr/ Torre D.Chama - Mirandela

3.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Oh! jeremias, és mesmo o fora da lei said...
Então tanto Torres Novas e Fátima, só têm cinco mil habitante cada localidade. Realmente com a 4ª classe só podias ser guita. Sim porque vieste " chutado da gf " e só reunias os requisitos para a briosa.

3.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Esse marco designado por "rural" para separar a guarda da polícia é coisa do passado. Hoje já não há zonas rurais e zonas urbanas.Mal se sabe onde começa uma e acaba outra. Quando muito há uma nova designação para estas zonas intermédias modernamente chamada "rurbano". Talvez o camarada Zé Guita possa explanar melhor este conceito conforme ensinava no IAEM. Mas deixemo-nos de quesílias e de conversas de vizinhas e apresentemos ideias válidas para uma reestruturação capaz da guarda para que não sejam politicos menores e icompetentes acolitados por oportunistas que apenas visam objectivos pessoais destruam um patimónio que tão bons serviços presta á sociedade.Já noutra ocasião sugeri que se dê um período transitório para quem não quizer pertencer a uma guarda militar possa transitar para uma qualquer outro serviço civil mas não andem permanentemente com um pé dentro e outro fora.Maquiavel

3.2.07  
Anonymous Túlio Hostílio disse...

Caros comentadores, vamos lá a apresentar ideias válidas e a deixar de lado o mero insulto pessoal.
Normalmente, quem parte para a agressividade verbal ou física é porque os outros argumentos se esgotaram....

3.2.07  
Anonymous Zé Guita disse...

Para Anónimo (Maquiavel?)
Está no bom caminho quanto ao fenómeno da rurbanização.
Seria abusivo vir eu invadir o espaço do Túlio com teorias...
Mas poderei tratar o assunto no Securitas, logo que passe esta "febre das vésperas".
Um abraço.

3.2.07  
Anonymous jeremias, o fora da lei disse...

Caro Túlio,
hoje acordei danado.
Só parto para a ofensa verbal, porque não sei quem são aqui os postadores que me ofendem! A esses partia-lhes a tromba! Mesmo!
Anda aqui um homem a citar Luís Vaz e o seu canto III, para elevar o nível cultural das massas e ser ofendido desta forma.
Ao básico que diz que só tenho a quarta classe, fique a saber que além desse diploma também tenho um da Escola Secundária da Moita.
E Fátima e Torres Novas só têm cinco mil habitantes ao fim de semana. E foi preciso no tempo do Dias Loureiro, colocar as placas do perímetro das localidades quase em Minde, Rio Maior, Alcanena e por aí fora.

Arre Macho, patrulheiro, meu amigo, meu irmão, camarada, quando abrires o pipo do novo, não te esqueças de convidar o pessoal.
Sabes, quando tentei fugi a salto para França, fui deixado na localidade de França, aí para as tuas bandas. Fiquei a gostar do sítio.
Um abraço, pessoal, e não se chateiem, tou só na reinação.

3.2.07  
Anonymous jeremias, o fora da lei disse...

Caros Túlio e Zé Guita,
o tempo é mesmo de vésperas, como se pode ver pela quantidade de comentários aqui colocados, num sábado de manhã.As postagens já começam a tornar-se um hábito. Ou um vício. Um hábito ou um vício?
Cumprimentos irreverentes para os dois que estão a fazer a coisa avançar.

3.2.07  
Anonymous Túlio Hostílio disse...

Caro Zé Guita,
o senhor não invade espaço nenhum, está completamente à vontade para fazer os seus comentários. Só toquei muito levemente, e não de uma forma forma explícita na questão em causa - "rurbanização", porque entendi ser a forma mais correcta de o fazer, tendo em conta o contexto da postagem.

3.2.07  
Blogger Ferípula disse...

Buen día!!!!!

Recibí tu correo y aquí estoy!

Ya nos iremos conociendo!

Un abrazo!

3.2.07  
Anonymous Desalojado de Chelas disse...

Ontem ao passar de relance pelo blogue do Zé Guita, a propósito dos tempos conturbados que se atravessam nas forças e serviços de segurança, vi a referência a uma obra: “LA NOUVELLE POLICE BELGE – Désorganisation et Improvisation”, da autoria de Lode VAN OUTRIVE, conceituado especialista nesta temática. Um amigo meu que a adquiriu, nos dos seus muitos voos a Bruxelas, permitiu que eu lhe passasse os olhos por cima. Chamou-me a atenção uma crítica que é feita na obra ao facto da “base policial”, ou seja o pessoal do terreno ser pouco consultado sobre os efeitos da reforma que foi implementa no modelo policial belga.
Por cá também a “base policial”, no sentido amplo do termo nunca é consultada. Os estudos vêm são canalizados do MAI para o CG/GNR e para a DN/PSP, descem ao comando das unidades, depois não são divulgados, ou quando o são, tal divulgação é efectuada de uma forma distorcida para se atingirem, determinados objectivos com essa divulgação, de onde resulta que apenas meia dúzia de eleitos sabem realmente o que se está a passar. Entretanto chega a hora “H” e tudo é apresentado como um facto consumado.
Faço só uma pergunta quantas pessoas com poder decisório na GNR ou na PSP, tem consciência daquilo que é a actividade de um Posto ou de uma Esquadra durante a noite, nas áreas urbanas ou “rurbanas”? E aos elementos que compõem essas estruturas nunca ninguém pergunta nada. Devem ser resquícios dos gloriosos tempos do RDM e CJM, ou dos tempos em que apenas votava quem sabia ler escrever. Mas se for esse o argumento, este também cai por terra, porque hoje em dia todas as pessoas que fazem parte das Forças e Serviços de Segurança sabem ler ou escrever, na medida em que lhe é exigido um determinado patamar escolar para aí ingressarem, lêem os jornais, ouvem rádio, vêem televisão, têm acesso à Internet. Daí que a dita “base policial” têm muito para oferecer devido à experiência acumulada no dia a dia e às dificuldades que têm de ultrapassar para desempenharem a sua missão. É muito simples: basta saber escutar.
Caso contrário aparece aquele texto habitual: “decidido em reunião alargada de Oficiais Superiores”, com as consequências que todos já conhecemos.

3.2.07  
Anonymous Galego disse...

De acordo com uma notícia publicada no Expresso de hoje, 03/02/2007, da autoria da jornalista Valentina Marcelino (vmarcelino@expresso.pt), o plano de reestruturação apresentado pela Guarda Nacional Republicana (provavelmente elaborado em reunião restrita de Oficiais Superiores) ao Ministério da Administração Interna é o seguinte:

• Comando
o Comandante Geral
o 2º Comandante Geral
o Chefe de Estado Maior

• Estado-maior
o Comando Operacional e Formação
o Comando de Doutrina e Logística
o Comando Administrativo e Financeiro
o Comando de Inspecção

• Dispositivo Territorial
o Comandos Regionais
 Norte
 Centro
 Lisboa e Vale do Tejo
 Algarve
 Madeira
 Açores

• Unidades Especiais
o Brigada de Intervenção
o Trânsito
o Fiscal

• Escola Prática da Guarda

• A esta estrutura seriam somados três centros de apoio

Segundo a notícia, este plano aumentaria de 10 para 18 os lugares de comando para oficiais generais. Referindo-se ainda que segundo a GNR este seria o modelo necessário para um enquadramento de excelência que se quer imprimir no serviço da GNR, para os novos desafios que ficarem à responsabilidade da Guarda.

3.2.07  
Anonymous jeremias, o fora da lei disse...

Brutus, Brutus,
porque persistes em viver algures entre a Pedra Lascada e a Pedra Polida?

3.2.07  
Blogger MRelvas disse...

Gostei,mas virei com mais tempo!

Os comentários são livres mas um pouco anónimos...demais.

Este é um tema importantíssimo para Portugal,para todos os cidadãos,mas para os elementos das Forças de Segurança em especial.

Não há liberdade sem segurança!

Cumprimentos

3.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

A capacidade de infuenciar as pessoas para trabalharem de forma entusiástica, de modo a serem atingidos os objectivos identificados que têm em vista o bem comum, é liderança. Onde param os líders???
ASS: ####

3.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Mais generais para a Guarda? Não chegam os que já lá estão? Já agora um Almirante para tratar dos palha-botes da fiscal e com jeitinho mais um Gen da Força aérea par os helis que virão a seguir. Ficavam todos satisfeitos e era mais umas vagas quer na marinha a e F. Aérea. Agradece-se .ASS:####

4.2.07  
Anonymous Desalojado de Chelas disse...

Aliás, nunca compreendi como é que a GNR dispõe de uma força naval, sem que esta seja chefiada no mínimo por um Comodoro da Marinha, pois só assim se poderá falar de um enquadramento de excelência.

4.2.07  
Anonymous Mister XXXL disse...

Fala-se para aí tanto num célebre estudo de uma empresa de consultadoria, alguém por acaso sobre em que termos o mesmo foi elaborado? Quem foi ouvido, tanto a nível interno como externo? Ou seja qual o caminho percorrido para chegarem a algumas das brilhantes conclusões que lá estão? Que alguma está mal, todos concordamos. Que é preciso mudar também não há dúvidas.Quanto à necessidade de racionalização também ninguém duvida.
Agora equiparar as forças de segurança a empresas e aplicar a mesma receita que uma empresa em vias de falir, isso não posso concordar porque a Segurança não tem preço.

5.2.07  
Anonymous gnomo disse...

O Comodoro da Marinha, só virá por cima do cadáver do Comodoro que já cá temos! Ele agora está é a repousar. Mas quando acordar!!!!

5.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Ao mister xxxl

Para o meu amigo a fardita tem que ser por encomenda não?
Não se preocupe que são dos "fortitos" que elas gostam mais.
Quanto ao preço da segurança, telefone para a Universidade Autónoma de Lisboa e peça para falar com o Dr. Donário. O homem sabe tudo! Olhe, diga que vai da parte do Pera que ele assim até lhe dá a resposta que o meu amigo quiser.
Disponha.

O Marquês da Caneças

5.2.07  
Anonymous Macaco Adriano disse...

ao Gnomo
antes de tudo mais gostaria de saber o que é um comodoro.
Será que não se quer referir ao dragão de Comodo, o qual se reproduzem por autofecundação?
A minha questão reside no facto do dragão de Comodo ser um réptil, e como tal estar a fazer a respectiva hibernação,logo nese momento está a repousar.
Daí a minha suposição que possa haver alguma confusão entre comodoro e Comodo.
Desculpem a minha ignorância....

5.2.07  
Anonymous gnomo disse...

Ao macaco adriano

Vê-se logo quem não via o Barco do Amor. O Comodoro era o capitão do navio, como tá bom de ver.
Agora mais a sério! Um comodoro é um marinheiro que fez um curso para ser almirante e depois a chefia de serviço de pessoal, esquece-se do senhor e nunca mais o promove. É quase como o dragão do Comodo, mas ao contrário... Ao comodoro há normalmente sempre alguém exterior a si que o fecunda. Normalmente um grupo de camaradas. Era aquilo que o célebre Telmo, o do Big Brother,claro, chamava uma "orgía".
No exército acontecia o mesmo aos coroneis tirocinados, agora parece que inventaram uns tais de brigadeiros generais, porque já andavam por aí algumas pessoas um bocado doridas.

6.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Depois de ler todos os comentários até aqui, muitos deles adquados ao momento, diga-se, lembro-me de Jesus Cristo, quando andava ainda na Galileia, normalmente acudia sempre aos aflitos, proporcionando-lhes sempre, um dos seus milagres, no entanto quando reparou no Militar da GNR que chorava, sentou-se a chorar com ele...

Mauzão de Albuqurque de Pombal

6.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

VALE A PENA LER
Precisa-se de matéria prima para construir um País

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois
reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que
confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.
Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que
não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!

EDUARDO PRADO COELHO in Público

6.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

"Comodoro"(Marinha) igual a Brigadeiro General (Exército). É um posto hierárquico de oficial general entre Coronel e Major General.
Exército:
Praças (...);
Sargentos(...);
Subaltenos(...);
Capitães (...);
Oficiais Superiores (...).
OFICIAIS GENERAIS:
- Brigadeiro General (uma estrela)
- Major General (duas estrelas)
- Tenente General (três estrelas)
- General (quatro estrelas)
Nota: Ordem crescente.

ASS###

6.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Já agora,
alguém me sabe dizer qual é o emprego do senhor Eduardo Prado Coelho?
Parece-me que toda a vida viveu à pala de subsidios e outras prebendas, logo tem que beijar a mão que lhe vai dando a esmola.

### - és um moço eficaz, mas pouco imaginativo. Podias desenvolver o tema com umas fotos das diversas criaturas. Eu tenho mais jeito para a escrira....

João Honesto

6.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Monstro das bolachas, não me digas que és tu que tens um Honda à pala...

9.2.07  
Anonymous kgb disse...

Já agora conte aqui para o auditório, essa história do "Honda à pala..."

9.2.07  
Anonymous Monstro das Bolachas disse...

É pá isso era segredo! Agora vou ter de te mandar fazer o mesmo que a loira platinada, fez ao Rei das Hortaliças.

10.2.07  

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