13.2.07

Forças de Segurança

Nos termos da respectiva lei orgânica[1], o Ministério da Administração Interna (MAI) prossegue as suas atribuições através dos governos civis, das forças e serviços de segurança, e de outros serviços de administração directa. Referindo-se que as forças de segurança organicamente dependentes do MAI são a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública, tendo por missão defender a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, nos termos do disposto na Constituição da República e na lei.
O modelo policial português é tipicamente dual, idêntico ao que existe nalguns Países europeus, numa perspectiva de dualismo vertical, modelo originário de França cujo paradigma reside na coexistência de dois corpos com funções policiais, um de natureza militar e outro civil, com competências genéricas (de policia administrativa e criminal) em todo o país, embora com jurisdição territorial repartida
[2]:
  • Natureza militar – Guarda Nacional Republicana (GNR);
  • Natureza civil – Polícia de Segurança Pública (PSP).

I
GUARDA NACIONAL REPUBLICANA

No que concerne à GNR, nos termos do Artº 1º da sua lei orgânica (LOGNR)[3], trata-se duma força de segurança constituída por militares organizados num corpo especial de tropas, estando integrada no sistema de segurança interna nos termos da Lei de Segurança Interna (LSI)[4].
Devido à sua natureza, a GNR depende o Ministro da Administração Interna, relativamente ao recrutamento, administração, disciplina e execução do serviço decorrente da sua missão geral; e do Ministro da Defesa Nacional, no que respeita à uniformização e normalização da doutrina militar, do armamento e do equipamento. Em caso de guerra ou em situação de crise, as forças da Guarda podem, nos termos da lei, ser colocadas na dependência operacional do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, através do seu comandante-geral.

Tendo por missão geral:

  • Garantir, no âmbito da sua responsabilidade, a manutenção da ordem pública, assegurando o exercício dos direitos, liberdades e garantias;
  • Manter e restabelecer a segurança dos cidadãos e da propriedade pública, privada e cooperativa, prevenindo ou reprimindo os actos ilícitos contra eles cometidos;
  • Coadjuvar as autoridades judiciárias, realizando as acções que lhe são ordenadas como órgão de polícia criminal;
  • Velar pelo cumprimento das leis e disposições em geral, nomeadamente as relativas à viação terrestre e aos transportes rodoviários;
  • Combater as infracções fiscais, designadamente as previstas na lei aduaneira;
  • Colaborar no controlo da entrada e saída de cidadãos nacionais e estrangeiros no território nacional;
  • Auxiliar e proteger os cidadãos e defender e preservar os bens que se encontrem em situações de perigo, por causas provenientes da acção humana ou da natureza;
  • Colaborar na prestação de honras de Estado;
  • Colaborar na execução da política de defesa nacional.


Assim, a missão geral da Guarda Nacional Republicana, é prosseguida em todo o território nacional e na zona marítima de respeito, com exclusão das zonas legalmente cometidas a outras forças ou serviços de segurança. Nestas zonas a sua intervenção depende do pedido destas autoridades ou da sua ausência na zona; de ordem especial; de imposição legal relativa à fiscalização rodoviária. Desdobrando-se em diversas vertentes:

Policial

  • Órgão de Polícia Criminal
    Como órgão de polícia criminal, a Guarda desenvolve um vasto conjunto de acções
    [5], sendo qualificada, pela Lei de Organização da Investigação Criminal (LOIC), como órgão de polícia criminal de competência genérica, ombreando neste capítulo com a Polícia Judiciária e com a Polícia de Segurança Pública[6].
    Mercê de tal facto cabe-lhe a prevenção da criminalidade em geral; bem como efectuar as diligências necessárias tendentes a investigar a existência de um crime, proceder à recolha de prova, determinar os seus agentes e a sua responsabilidade.
    Colher notícia dos crimes e impedir, quanto possível, as suas consequências, descobrir os seus agentes e levar a cabo os actos necessários e urgentes destinados a assegurar os meios de prova; e pondo em prática medidas cautelares e de polícia, designadamente, procedendo à identificação de suspeitos, realizando buscas e revistas e efectuando detenções e apreensões.
    Efectuando, sob orientação das autoridades judiciárias, acções de investigação criminal e demais diligências no âmbito do inquérito.
    Conforme decorre do Artº 1, b) do Código Processo Penal conjugado com o Artº 4º nº 1 da LOGNR os militares da GNR são órgãos de polícia criminal, sendo Autoridades de Polícia Criminal, de acordo com o Artº 1º d) do Código de Processo Penal e com o Artº 5º da LOGNR o Comandante geral, o 2º Comandante geral, o Chefe de Estado Maior do Comando Geral, os Comandantes das Unidades, os Comandantes de Agrupamento, Grupo, Companhia ou equivalente, os Comandantes de Destacamento ou equivalente.
  • Polícia Administrativa Geral
    Estende-se por um vasto conjunto de áreas, cabendo-lhe em termos gerais, garantir a ordem pública e garantir a segurança de pessoas e bens, e assegurar o exercício dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.
  • Polícia Administrativa Especial
    Aqui incluem-se as atribuições em termos de polícia de viação, de autoridade de polícia fiscal e aduaneira, de polícia de estrangeiros.
    A GNR dispõe ainda no seu seio, do Serviço de Protecção da Natureza (SEPNA), o qual desenvolve a sua actividade no domínio do ambiente, dispondo, para o efeito, de pessoal especializado. Tendo sido neste serviço que recentemente foi integrado o ex-Corpo Nacional da Guarda Florestal
    [7].
  • Apoio e Socorro
    As missões de apoio e socorro são efectuadas por todas as unidades da Guarda e inserem-se na obrigatoriedade de prestação de auxílio às pessoas em perigo, quer se encontrem isoladas, quer no caso de catástrofes naturais ou outras situações que tal exijam, com especial incidência nas situações de crise.
    Neste âmbito é de salientar a criação do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), o qual tem como missão específica a execução de acções de prevenção e de intervenção de primeira linha, em todo o território nacional, em situação de emergência de protecção e socorro, designadamente nas ocorrências de incêndios florestais ou de matérias perigosas, catástrofes e acidentes graves
    [8].
  • Honorífica e de Representação de Estado
    Consistem na prestação de Guardas e Escoltas de Honra, a altas entidades nacionais e estrangeiras que visitam o nosso País, aos embaixadores, e ainda na representação nacional, no estrangeiro, em cerimónias militares.
    Integram-se neste contexto as guardas aos edifícios onde funcionam e se alojam os principais Órgãos de Soberania do Estado, como: a Presidência da República, a Assembleia da República e a residência Oficial do Primeiro Ministro.
  • Militar
    Desenvolver acções tácticas limitadas de defesa e ataque; missões de vigilância e ligação entre forças fixas ou móveis; acções no âmbito da segurança da área de retaguarda; acções de contra-guerrilha como força de quadrícula; ocupação e defesa de pontos sensíveis; combate de ruas; lançamento de patrulhas de reconhecimento, ligação e contra-infiltração; acções no âmbito do controlo de danos; controlo das populações, de refugiados e de transviados; fiscalização da circulação, abertura e segurança de itinerários e protecção e regulação do movimento de colunas auto.


II
POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA

A Polícia de Segurança Pública (PSP) é uma força de segurança com a natureza de serviço público dotado de autonomia administrativa, que tem por funções defender a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, nos termos do disposto na Constituição e na lei, estando integrada no sistema de segurança interna nos termos da Lei de Segurança Interna (LSI)[9]. Depende do membro do Governo responsável pela administração interna, sendo a sua organização única para todo o território nacional. Tendo atribuições em vários domínios:

Atribuições gerais

  • Polícia administrativa geral ou de segurança pública
    Promover as condições de segurança que assegurem o normal funcionamento das instituições democráticas, bem como o exercício dos direitos e liberdades e o respeito pelas garantias fundamentais dos cidadãos;
    Garantir a manutenção da ordem, segurança e tranquilidade públicas;Prevenir a prática dos demais actos contrários à lei e aos regulamentos;
    Garantir a execução dos actos administrativos emanados da autoridade competente que visem impedir o incumprimento da lei ou a sua violação continuada;
    Garantir a segurança das pessoas e dos seus bens;
    Prosseguir as atribuições que lhe forem cometidas por lei em matéria de licenciamento administrativo;
    Participar na segurança portuária e das orlas fluvial e marítima, nos termos definidos por lei;
    Contribuir para a formação e informação em matéria de segurança dos cidadãos.
    Polícia administrativa especial
    Garantir a segurança rodoviária, nomeadamente através do ordenamento, fiscalização e regularização do trânsito;
    Garantir a segurança nos espectáculos desportivos e equiparados;
    Garantir a segurança das áreas ferroviárias.
  • Polícia Criminal
    Prevenir a criminalidade;
    Prevenir a criminalidade organizada e o terrorismo, em coordenação com as demais forças e serviços de segurança;
    Prosseguir as atribuições que lhe forem cometidas por lei em matéria de processo penal, sendo que para efeitos do disposto no Código de Processo Penal
    [10], consideram-se autoridades de polícia criminal, além do director nacional, elementos com funções policiais que exerçam funções de comando; e órgãos de polícia criminal todos os elementos da PSP com funções policiais;
    Colher as notícias dos crimes, descobrir os seus agentes, impedir as consequências dos crimes e praticar os demais actos conexos.
  • Apoio e Socorro
    Prestar ajuda às populações e socorro aos sinistrados e apoiar em especial os grupos de risco.
  • Outros
    Participar em missões internacionais, nos termos definidos pelo Governo;
    Cooperar com outras entidades que prossigam idênticos fins;
    Prosseguir as demais atribuições fixadas na lei.

Atribuições exclusivas em todo o território nacional

  • O controlo do fabrico, armazenamento, comercialização, uso e transporte de armas, munições e substâncias explosivas e equiparadas que não pertençam às Forças Armadas e demais forças e serviços de segurança.
  • Garantir a segurança pessoal dos membros dos órgãos de soberania e de altas entidades nacionais ou estrangeiras, bem como de outros cidadãos quando sujeitos a situação de ameaça relevante.

Atribuição especial

  • É atribuição especial da PSP, no âmbito da segurança aeroportuária, adoptar as medidas de prevenção e repressão dos actos ilícitos contra a aviação civil.


III
Traços distintivos

Do conjunto de atribuições das duas forças segurança, não se vêem diferenças significativas entre elas, embora assim o possa parecer, dado que na LOFPSP há uma descrição quase exuastiva e pormenorizada das respectivas atribuições, enquanto que no caso da GNR tal pormenorização é efectuada no Regulamento Geral de Serviço da Guarda (RGS/GNR).
Relativamente à GNR, o traço diferenciador principal advém das missões honoríficas e de representação de Estado, bem como da colaboração na política de defesa nacional.
No caso da PSP, não de deixa de causar alguma perplexidade que o controlo do fabrico, armazenamento, comercialização, uso e transporte de armas, munições e substâncias explosivas e equiparadas que não pertençam às Forças Armadas e demais forças e serviços de segurança; bem como o a garantia da segurança pessoal dos membros dos órgãos de soberania e de altas entidades nacionais ou estrangeiras, e de outros cidadãos quando sujeitos a situação de ameaça relevante; constituam atribuições exclusivas da PSP. O mesmo se passando com a atribuição especial desta força de segurança em termos de segurança aeroportuária, e das medidas de prevenção e repressão que lhe cabe adoptar nesta matéria.
Isto porque são atribuições que não se adequam a uma força de segurança com a natureza, vocação e estatuto pessoal da PSP, aliás no preâmbulo do Estatuto do Pessoal da Polícia de Segurança Pública (EPPSP)
[11] defende-se uma “perspectiva de polícia moderna, em que os desafios de segurança interna são assumidos por civis, numa clara separação entre as áreas da segurança interna e da defesa nacional. Esta como aquela responsabilizam toda a sociedade, sendo que os agentes visíveis de uma e de outra se integram em estruturas de natureza diferente em vista da diversidade de fins. Sendo os fins da actuação da Polícia de Segurança Pública, no contexto da segurança interna, os de prevenção e combate a comportamentos criminais, numa interpenetração com as comunidades locais que servem, tais comportamentos são mais facilmente alcançáveis num serviço de natureza civil, sem as restrições que as funções de natureza militar impõem.” De onde se conclui que a PSP trilhará, apenas, os caminhos de uma polícia de proximidade, pelo que será algo de “contra natura” ter a seu cargo as atribuições em causa, bem como as respectivas estruturas.
O lugar natural destas é no seio de uma força como a Guarda Nacional Republicana, a qual está inserida naquilo que vulgarmente se designa por forças “gendarmerie”, às quais estão, em regra, associadas todo um conjunto de missões. Designadamente, a capacidade de resposta a situações que ocorram no intermédio entre a paz e o conflito armado, ou outras que envolvam um maior risco; a vigilância de todo o território (fronteiras, pontos sensíveis, edifícios e locais com interesse estratégico, sede dos órgãos de soberania, controlo das vias de comunicação terrestre, ferroviárias, aeroportos e portos). Vivemos num momento em que entre o conceito de segurança interna e externa não há uma estanquicidade plena, mas cada vez mais uma interpenetração, pois, no mundo globalizado, o conceito de fronteira deixou de estar apenas ligado ao âmbito geográfico
[12], havendo um cada vez maior entrosamento entre a perspectiva interna e externa da segurança[13], daí que embora a vertente comunitária, local, da polícia seja de extrema importância, torna-se necessário uma força de segurança dotada de um “plus” para que possa prosseguir o conjunto de atribuições em causa, e só vejo uma: a GNR.
Devido ao conjunto de missões que lhe estão atribuídas, não obstante as amputações atrás citadas, a GNR está instalada em todo o território nacional. Contudo, a sua actuação em termos de órgão de polícia criminal e de polícia administrativa, embora se estenda a 87.728 km2 e a cerca de 6 milhões de pessoas, esteve até à década de 60/70 do século XX associada a zonas de menor densidade populacional
[14], dado que a população até aí estava dispersa de uma forma mais ou menos uniforme pelo território nacional, com excepção de algumas urbes de relativa dimensão (v.g. Lisboa, Porto, Coimbra). Contudo, a partir dessa época, os arredores das grandes cidades, até aí de cariz vincadamente rural começar a assumir novas características, onde se misturam os traços urbanos e rurais, os espaços “rurbanos” detentores de especificidades.
Conforme já foi por aqui referido, a GNR teve de se adaptar aos novos tempos, com algum esforço foi-o conseguindo, lidando actualmente de uma forma natural com todos os fenómenos criminais deste tipo de locais e daqueles que estão tipicamente associados a zonas menos povoadas, tal como está perfeitamente adaptada às necessidades de uma policiamento de proximidade o qual inclui, além do patrulhamento policial normal, o estreitamento das relações polícia versus comunidade
[15], através de diversos programas, como seja o caso da prevenção da delinquência juvenil através dos contactos escolares (v.g. Escola Segura).

Tendo em conta tudo o que ficou explanado até aqui, a GNR, é a força de segurança com maiores potencialidades para responder aos actuais desafios da segurança dado que está inserida no âmbito do sistema de segurança interna (prevenção e repressão da criminalidade nos termos definidos pela LOIC e policiamento de proximidade), tal como pode cumprir missões militares no âmbito da defesa nacional. Contudo, têm que se corrigir algumas distorções em termos de atribuições e acabar com a indefinição em termos de implantação territorial.

Túlio Hostílio


[1] Decreto-Lei n.º 203/2006 de 27 de Outubro.
[2] Branco, Carlos Manuel Gervásio, in Revista Militar, disponível em http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/print.php?id=91.
[3] DL 231/93, de 26 de Janeiro.
[4] Lei n.º 20/87, de 12 de Junho, alterada pela Lei nº 8/91, de 1 de Abril.
[5] Por exemplo a prevenção e investigação do consumo e tráfico de droga nos termos do DL 15/93.
[6] Artº 3º nº 1 da LOIC – Lei 21/2000 de 10 de Agosto.
[7] DL 22/2006 de 02/02/2006
[8] DL 22/2006 de 02/02/2006
[9] Lei n.º 20/87, de 12 de Junho, alterada pela Lei nº 8/91, de 1 de Abril
[10] Artº 8º da LOFPSP
[11] DL 511/99 de 24 de Novembro
[12] MARCHUETA, Maria Regina, O Conceito de Fronteira na Época da Mundialização, Lisboa, Edições Cosmos, 2002, p.18
[13] Conselho Europeu, Uma Europa segura num mundo melhor. Estratégia Europeia em matéria de segurança, Bruxelas, 2003, p. 2, disponível em http://ue.eu.int/uedoc/cmsUpload/031208ESSIIP.pdf, consultado em 23/08/2006.
[14] Quanto aos propósitos do MAI em termos de implantação territorial das duas forças de segurança, ver http://ansgnr.blogspot.com/2007/02/reunio-no-mai-reestruturao-das-foras.html, onde se refere que há três hipótese: desfazer as freguesias partilhadas; eliminar as zonas de descontinuidade (bolsas), e atender ao número de habitantes das localidades. A prioridade incidirá na resolução da questão das freguesias partilhadas e na eliminação das zonas de descontinuidade.
[15] A este propósito Oliveira, José Ferreira, As políticas de segurança e os modelos de policiamento, Almedina, Coimbra, 2006, p.79 e s.

14 Comentários:

Anonymous desalojado de chelas disse...

Um exemplo acertado da divulgação ao nível local das potencialidades da guarda nacional republicana, pode ser encontrado em http://www.mynetpress.com/premium/v36/noticia/noticia.asp . É isto que falta às forças de segurança em geral e de uma forma muito especial à gnr, é uma forma de de diminuir a insegurança objectiva e reforçar a confiança dos cidadãos naqueles que têm por missão garantir a sua segurança.

13.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Ora aqui está uma postagem saloia de ver a realidade " virtual " do marciano. Então a comparação entre duas forças completamente distintas e´feita de forma leviana, e ainda feita de uma simples leitura de leis organicas e interpretação grosseira do género Túlio. Porque ficou por dizer várias verdades acerca da escolaridade exigida para ingresso nas duas forças, e das competências exclusivas não é referido a única unidade anti-terrorista legalmente existente. Outra falsidade é a referência de atribuições de Polícia de estrangeiros atribuida à GNR. Só disparates atrás de disparates escritos pelo autor desta postagem. Oh camarada Túlio já tiveste melhores dias.

14.2.07  
Anonymous trojan disse...

Oh moço anónimo, que deves ser da única unidade anti-terrorista legal. Escreves tão mal!!!

14.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Este moço anónimo deve ser dos cucos com receio de passar a municipal.Militar patrulheiro

14.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Mas os "cucos" não têm blogs próprios? É necessário que venham comentar os blogs dos outros? Caso não saibam criar blogs, ofereço-me desde já para os ajudar, mesmo tendo a escolaridade mais baixa.

14.2.07  
Anonymous jeremias, o fora da lei disse...

Camaradas,
actualmente aos "cucos", não deveremos dar nada à borla. E pouca "confia" com os pintas.
Como vocês podem ver pelos comentários, os moços são mesmo como a ave que os baptizou: tentam sempre colocar os ovos no ninho do vizinho.
E porquê, perguntam vocês?
Porque nem o seu ninho sabem fazer, respondo eu!
Continua Túlio, meu duro! Nós os que vamos ficar de pé te saudamos!

14.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Amigo Túlio,
Sem me alongar, pois o tempo, esse...urge, venho, mui respeitosamente, manifestar - mais uma vez - o quanto "curto" ler cada "postagem" deste blogue.
Este blogue levanta-se como uma árvore que cresce lenta mas seguramente. Afinal, tal como as árvores, só há-de "morrer" para florescer. Entretanto, presumo que já se vão perfilando as "tropas" para, com os seus "argumentos sem rosto", abanarem, em vida, cada uma das suas "folhas".
Ainda assim..., entre "abanões" daqui e dali..., alguns frutos hão-de amadorecer.
Um grande Abraço
"ABUSUS"

14.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

olá a todos !.... Após dar uma leitura a este blog, verifiquei que os militares da GNR apesar de já saberem teclar e criar blogs continuam a ser de todos os OPc aquele em que é exigida a escolaridade mais baixa, ( até para polícia municipal é exigido escolaridade superior). Não se deve esquecer que esta situação é identica ao que se passa em Espanha ou Brasil onde as forças militares são menos capacitadas e preparadas para lidar com o cidadão. No entanto vivem na realidade virtual, acham-se capazes para tudo, mas é so fachada, no fundo são uns pseudo polícias mas não passam de " rurais " assim se justifica plenamente a saída destes militares dos centros populacionais e deviam ser acantonados em campos militares, e deviam ser o 4º ramo das forças armadas.

Terzagui

14.2.07  
Anonymous jeremias, o fora da lei disse...

Sagui,
para gays como tu até vai sem vaselina!

olá a todos!... É mesmo cumprimento de gaja! Tás mesmo a pedir uma Taveirada, meu rotourbano. Olha descobri outra raça!!!!

14.2.07  
Anonymous Túlio Hostílio disse...

Ao contrário do que tem sido a minha postura, hoje decidi tecer algumas considerações sobre alguns comentários que por aqui foram aparecendo.
Efectivamente, acredito que esta comparação “saloia” incomode algumas pessoas que tentam fazer passar outra mensagem para a opinião pública, e incomoda ainda mais que a mesma venha defender algo que para alguns sectores não fica muito bem defender, mas eu gosto da adversidade, sabe sempre fui de Infantaria e habituei-me a ver no horizonte sempre mais uma colina para ultrapassar, mais uma vila, mais uma aldeia, mais uma cidade para conquistar, com tudo o que está inerente a tal facto.
Claro que a abordagem não é efectuada de uma forma profunda, porque se o fosse exigiria um espaço mais amplo do que este; além disso ela cinge-se às atribuições de cada uma das forças de segurança, não abordando as outras vertentes da questão.
Quanto à única unidade anti-terrorista legalmente constituída, conheço-a e posso-lhe garantir que a Unidade de Operações Especiais da GNR não lhe fica em nada, mas em nada mesmo atrás, e além disso não é pelo facto das coisas serem legais que são legítimas, daí que defenda que o lugar dela não é onde se encontra neste momento. Tem razão não me refiro expressamente a ele, mas a LOFPSP, no artigo relativo às atribuições também não o refere expressamente, só o faz no Artº 74º.
Avançando, no que concerne ao nível de escolaridade, já é uma questão velha e gasta, é algo tipo do Benfica quando em acto de desespero lá vai buscar o Mantorras para ver se aparece o golo da vitória. Então aproveito para lhe dizer que para ingressar na GNR ainda se tem de fazer um teste escrito, em diversas áreas: Português, Matemática, História e Geografia, onde grandes crânios universitários acabam por baquear, mas depois facilmente ultrapassam o dificílimo teste da “concorrência”. Já agora informe-se sobre o último concurso de admissão para a GNR em termos de números e de habilitações literárias, se calhar ficará agradavelmente surpreendido.
Aliás, sou defensor que nem deveria ser exigido uma habilitação especifica, era efectuado um teste, ou uma bateria de testes para um determinado patamar de conhecimentos e quem passasse passava, sendo durante a formação inicial e contínua fornecida uma bateria de conhecimentos teóricos, teórico-práticos e práticos adequados ao desempenho do serviço diário. À semelhança daquilo que é efectuado noutras polícias mais evoluídas por esse mundo fora, em Portugal é que se vive muito à sombra do canudo, o que é típico de uma sociedade de muita forma e pouco conteúdo, onde todos querem vaguear pelo mundo da teoria (o que também é preciso), mas depois esquecem-se do concreto.
A este propósito no outro dia li num blog brasileiro que para algumas polícias equivalentes à GNR e PSP já se exigia uma licenciatura em Direito, será este o caminho a seguir? Sinceramente acho que não.
Contudo, defendo que a haver a exigência de um determinado nível de escolaridade, o mesmo deverá ser igual para as duas forças de segurança, para que esta forma se evitem interpretações abusivas e distorcidas da realidade dos factos.
Parece que para o próximo concurso de admissão se candidataram alguns elementos da “concorrência”, além de ter ficado apreensivo (com esta descida de um pretenso paraíso ao inferno) estou curioso quanto ao desfecho.
Relativamente à polícia de estrangeiros, veja o artº 2 f) do DL 231/93 e a actividade que ainda é desenvolvida nesta matéria pela Brigada Fiscal, a qual deveria ser a única entidade com competência para o efeito, pois nesta área, ao que parece, somos o único país com um organismo do tipo do SEF, com os custos que daí advêm.
Para terminar, gosto que digam que eu digo disparates, pois segundo a óptica da Igreja, Galileu também só dizia disparates, no entanto depois veio a provar-se que estava certo, demorou algum tempo, pois como sabe, dado que certamente é uma pessoa letrada, ele viveu no século XVI/XVII e só foi reabilitado em 1983 pela Igreja.
No concerne aos melhores dias e aos piores dias, como em tudo oscilamos entre altos e baixos, tal como o pêndulo de um relógio, já lá diz o velho ditado chinês: “depois da tempestade vem a bonança e depois da bonança vem a tempestade”, a vida é mesmo assim, nem sempre bem, nem sempre mal.
Quanto ao senhor dos “acantonamentos” e à sua táctica de Fernando Santos em momentos de grande desespero, já lhe dei a resposta lá mais atrás espero que a perceba. Sobre a referência ao “rural”, a única coisa que poderia ligar a GNR a esse estigma já foi revogada há muitos anos, é mais um argumento tipo daqueles petardos que só fazem fumaça, como dizia o famoso Almirante no Verão Quente. Já agora quando citam exemplos porque não falam no francês, e no italiano? Não convém muito, pois não?

14.2.07  
Blogger maria disse...

:)
Caramba!
Vim aqui hoje, pela primeira vez, mas a julgar pelo post, pelos post que já li, pelos comentários e a "bronca" que este tema da Segurança pode levantar... Vou voltar! Ah vou, vou!
(com mais tempo, p´ra ler com cuidado e deixar perguntas, estou mesmo a ver...)

15.2.07  
Blogger Conceição Bernardino disse...

Olá,
Ser feliz, do ponto de vista da psicologia, não é ter uma vida perfeita, mas saber extrair sabedoria dos erros, alegria das dores, força das decepções, coragem dos fracassos. Ser feliz neste sentido é o requisito básico para a saúde física e intelectual.
Paragrafo retirado do livro “Nunca desista dos seus sonhos” do autor augusto Cury.

É dos sonhos que eu vivo com os pés bem assentes na terra, força!
Beijinhos
Conceição Bernardino

15.2.07  
Anonymous Anónimo disse...

Grande Túlio: Gostei mesmo da resposta dada aquele cuco Tarzegui(?) ou lá o que é. O rapaz é mesmo mentecapto. Vamos ignorar este espécime e outros parecidos com ele e continuar a debater assuntos que são exclusivamente nossos. Militar patrulheiro

15.2.07  
Anonymous "o Gangas" disse...

É assim mesmo Túlio,a resposta dada ao Tarzegui??( perdoem-me se redigi mal, mas sempre que tentava escrever este nick o pc assumia sempre como TarzeGay), está masi que à altura de tal aborto mal conseguido.
Estranho que, com tantos camaradas e amigos que eu tenho no seio da PSP, só os mais "broncos" venham aqui colocar postagens; sim, porque (e ainda bem) a PSP conta nas suas fileiras com elementos cujas posturas são totalmente diferentes dos que por aqui têm aparecido, leva-me a crer que os cucos que postam por aqui,compraram um certificado de habilitaões do 9º anos enquanto faziam o gratificado da feira de Carcavelos. Quel sabe esse tarzanGay, ainda vai comprar uns brincos de pechibeque, e imitar o idolo dele? Um tal de Quaresma que habita para os lados do Porto, digo imitar no jeito de trajar e falar, porque esse rapaz embora tenha jeito para dar uns pontapés na bola, quando abre a boca nas conferências de imprensa.... parece que andou a estudar na famosa escola de Torres Novas.
Saudações Camaradas, vamos continuar a combater e esperar, que creio que não nos resta outra coisa a fazer.

18.2.07  

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