27.3.07

REESTRUTURAÇÃO ou DESTRUIÇÃO?

Depois de alguns meses de boatos e especulações, acompanhados de uma indesejável agitação de fantasmas, levantou-se, finalmente, com a Resolução do Conselho de Ministros do passado dia 1, uma ponta do manto opaco em que esteve e, até certo ponto, continua a estar envolvida a chamada reestruturação das Forças de Segurança. Reestruturação ou destruição é a duvida que subsiste e que só o tempo poderá esclarecer. Para já e indo ao encontro do que (prudentemente?) foi divulgado, chamemos-lhe apenas reforma.
Anunciada em diversificadas circunstâncias, sabia-se já que a reforma não seria efectuada “de acordo com a tradição”mas antes de acordo com as necessidades. Outra coisa, aliás, não seria de esperar, sob pena de, à partida, perder qualquer justificação, tornando-se mera inutilidade…
O que se esperava e continua a esperar-se é que a tradição (entenda-se, a História) seja respeitada e que cada uma das instituições sob avaliação seja ponderada de forma isenta, sem ideias preconcebidas e sem intenções ocultas, não esquecendo nada do que de bom e de mau foram acumulando ao longo da sua existência, anulando-se, em definitivo, manipulações tendentes a confundir a realidade com a ficção. A proceder-se assim, evitar–se-à a promíscua mistura do essencial com o acessório, consequência de os métodos de propaganda seguidos não se identificarem, contrapondo-se à publicidade sistemática e por vezes despudorada o labor discreto e eficiente de quem se habituou a cumprir anonimamente o seu dever, resistindo a recorrer aos processos de divulgação que, sendo aceitáveis noutras actividades, não se compatibilizam com o trabalho das Forças de Segurança.
Definida, em termos preliminares, esta regra de ouro, determinante de tudo o que venha a ocorrer futuramente, tem a Guarda Nacional Republicana total legitimidade para esperar tratamento compatível não só com o seu passado mas, sobretudo, com o seu presente, associando a esta expectativa acrescida responsabilidade de desempenho, que a torne mais primeira entre as primeiras, com rejeição definitiva de amadorismos e de situações de responsabilidade transitória que se vêm acumulando, em acelerado contributo para a decomposição dos seus alicerces.
Analisado atentamente o texto da Resolução do Conselho de Ministros, não é líquido que esta preocupação de justiça isenta tenha estado presente no espírito de quem o elaborou.
Há sinais claros de que a matriz militar da Guarda incomoda o poder político, transparecendo das medidas anunciadas uma encapotada preferência, a prazo, por Forças de Segurança de cunho mais civilista. A outra conclusão não é possível chegar, após análise detalhada de algumas das medidas preconizadas, nem sempre a traduzirem o melhor conhecimento da realidade e, em consequência, a não proporcionarem as melhores soluções.
Não se trata de imobilismo ou sequer de qualquer esboço de resistência à consecução das medidas reformistas que há muito se exigem, mas tão somente de discordância com a destruição total de estruturas passíveis de correcção, com vantajosas consequências de ordem funcional.
Inteiramente identificados com os grandes objectivos que norteiam a reforma - aproximação das Forças de Segurança aos cidadãos, reforçando a visibilidade e a eficácia de actuação, e melhoria das condições de funcionamento daquelas mediante a atribuição de melhores instalações e meios de trabalho – outro tanto não sucede em relação a algumas medidas previstas para a Guarda, designadamente no que respeita às alterações que pretendem introduzir-se à sua organização e dispositivo.
Não é fácil aceitar a extinção de uma Unidade com as características da Brigada de Trânsito, que durante trinta e sete anos prestou relevantes serviços ao país, dignificando a Guarda como nenhuma outra, a menos que tenha de aceitar-se esta opção como corolário lógico da hostilização que desde sempre lhe foi movida dentro da própria Guarda, onde a sua maior visibilidade e o mais considerável apreço tributado pelos cidadãos nunca foram suportados pacificamente. Ao contrário do que foi afirmado em publico e em data recente por um membro do Governo, não é esta medida que vem “consagrar finalmente a integração da BT na GNR”.A Brigada de Trânsito sempre serviu a Guarda generosamente, não podendo ser-lhe assacadas culpas por ser, desde sempre, a filha mal amada e mal compreendida, sobretudo pelos que, não conseguindo os seus desígnios, enveredaram, em inqualificável revanchismo, pela conspiração sistemática até à reunião das condições que, por indução, lhes permitiram desferir o golpe fatal.
O tempo se encarregará de conferir a verdadeira dimensão a esta medida, evidenciando as graves consequências do erro histórico que está em vias de ser cometido.
É, sem duvida, esta a mais negativa alteração que a reforma pretende introduzir, anulando todo o investimento feito na qualificação de especialistas e apagando de um só gesto o produto do trabalho de anos, particularmente patenteado na espectacular redução dos valores da sinistralidade.
Não ficam contudo por aqui os pontos fracos da reforma que o Governo pretende implementar: a indefinição dos moldes em que continuará (ou não) a fazer-se o policiamento a cavalo, tanto nos grandes meios urbanos como nos campos, o ajustamento do dispositivo territorial sem que esteja consolidada a divisão administrativa do país e a afectação de efectivos à actividade operacional, que dela estão afastados há muitos anos, com as inerentes consequências são, entre outros, aspectos que não foram ponderados e que carecem de esclarecimento.
Ficam ainda por demonstrar os números que apontam para o aumento dos efectivos operacionais no ano corrente e em 2008, sendo aqui particularmente relevante a muito provável transferência de pessoal com todo o acervo de problemas que acarreta, quer de ordem individual quer de natureza familiar, que não podem deixar de ser ponderados em devido tempo, sob pena de se atropelarem direitos fundamentais, conferindo-se às pessoas tratamento de objectos. Do mesmo modo, não é líquido que os montantes apontados para financiamento de parte do programa projectado, resultado da alienação de património imobiliário afecto às Forças de Segurança, sejam efectivamente apurados, tendo presente não só que os mesmos são o mero produto de avaliações feitas, a carecerem de comprovação, mas também a crise económica em que o país continua mergulhado.
Numa abordagem necessariamente breve do âmbito da reforma são estes os aspectos que mais notoriamente lhe retiram credibilidade. Não esquecendo que, verdadeiramente, a reforma ainda não se iniciou, estamos em crer que os contributos que o Governo está aberto a receber, quer da Oposição quer das associações socioprofissionais, ajudarão a encontrar o rumo mais certo. Importante é que se saiba de forma inequívoca quem é que as segundas representam e com que mandato se pronunciam.Entretanto, na senda do que é normal, não resta à Guarda outra alternativa que não seja a de continuar a cumprir a sua missão, mantendo-se de fileiras cerradas, impermeável a indesejáveis intrusões.
César Augusto

37 Comentários:

Blogger O JACARÉ 007 disse...

Caro Túlio,
ou será César Augusto?
Não posso concordar totalmente consigo.
Aquilo a que chama de Brigada de Trânsito, não tem sido mais do que uma BB!
Uma Brigada da Brisa! Ainda gostaria de ver o protocolo assinado entre esta Empresa cotada na bolsa e a GNR! Pelo que sei obrigava a Guarda a ter sempre uma patrulha, por Destacamento, na AE correspondente! Para policiar IP, IC e EN? Os rurais claro! A "diferença de penacho" entre a BB e o Territorial, são os milhares de euros injectados pela dona das auto estradas, nas viaturas, nos quartéis, etc. Talvez no futuro, a Brisa venha a ter uns funcionários tipo EMEL, para a patrulha das auto estradas.
Não vem mal ao Mundo! As Câmaras já têm radares de controlo de velocidade fixos e móveis! Porque não a Brisa?
Como deve saber não tem qq lógica organizacional, uma Unidade de cariz nacional, como a BT e a BF, sabendo que na maioria das vezes a BT, era hóspede dos grupos Territoriais!
Também não me choca a nova organização nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto! Sabe também como eu que a Guarda parou no tempo relativamente ao funcionamento dos Postos Territorais. Quem não se moderniza morre!
Sabe o que me disse um dia o Jesualdo Ferreira, quando eu o "apertei", por ele não pôr o Mantorras a jogar? "Não podemos viver de fotografias"!
Sabe o que me custa e onde acho que o Dr. Costa foi injusto, e, nos vai ter de explicar mais tarde ou mais cedo qual foi o critério seguido?
Porque ficaram os "cucos" isolados em cidades e vilas fantasma como Abrantes, Ourém, Tomar, Elvas, etc., etc., etc.
Por motivos pessoais? Vai ser o bom e o bonito, quando se começarem a movimentar os guardas! Será que estes não têm motivos pessoais?
Você ainda acredita, que vai algum guarda para a patrulha daqueles dos "serviços técnicos", como mais de 45 anos de idade?
Também sabemos colocar vídeos no you tube!!!

Preocupado estou com os cinco milhões de contos dos Serviços Sociais, e, que são de todos os beneficiários. Estavam na CGD e agora estão no Banco virtual do sr. Ministro das Finanças!
É para aqui que temos que virar a nossa atenção.
O resto já está tudo tratado!
Sabe, há muitos anos que desconfio de militares a tratar de assuntos de segurança! Parece que o Dr. Costa também!

27.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

Oh ! jacaré 007 deves ser um parolo de alguma parvalheira, deste triste Portugal. Mas alegra-te o Dr Costa vai fazer de ti um igorante " guita " com uma escolaridade " oferecida do 11º ano de escolaridade" para talvez um dia poderes ter capacidade intelectual de policiar as tais vilas e cidades fantasmas, e assim deixares de sofrer de parolice. soldado guita

27.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

Excelente texto -pelo conteúdo e pela forma serena como é exposto. Uma fotografia perfeita do que se tem passado, sobre este assunto, nas últimas semanas e uma previsão muito credível do que o Governo se prepara para realizar no médio prazo. Felicito-o, por isso.
Quanto ao título, vou mais pela "destruição".

28.3.07  
Anonymous Túlio Hostílio disse...

O presente texto não é da autoria de Túlio Hostílio, motivo pelo qual as felicitações devem ser expressamente dirigidas a "César Augusto" pseudónimo do autor do texto,o qual autorizou a sua publicação."A César o que é de César".
Destina-se a servir como ponto de reflexão, no momento conturbado que se atravessa.

28.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

Esta "esquerda" dita moderna nunca viveu bem com as forças quer sejam de segurança quer sejam armadas. São certamente questões mal resolvidas do passado que agora são saldadas aproveitando este assalto ao poder.È evidente que A Guarda em geral e a BT em particular deixaram-se dormir e não se preveniram contra esta possibilidade.Foi no interior da guarda que se acoitaram os maiores inimigos da BT. Uns por nunca lá conseguiram "calçar" outros por não terem obtido os favores que queriam para eles ou para amigos e familiares e por muitas outras razões que seria infadonho enumerar aqui.Na Bt também não eliminaram aqueles que se serviam despudoradamente das suas funções e nem sempre cumpriam como seria desejável o seu serviço. Queriam estar na BT para passear o boné branco e pouco mais. Foram os escândalos de corrupção apesar dos corruptos estarem mais que referenciados. Foi dar-se comando a quem não estava qualificado não só por incapacidade demonstrada noutros locais e funções como ignorância e outros ainda como recompensa de fim de carreira e até mesmo por compadrio.Hoje a Bt passou a ser uma sucursal da BF. Claro que depois do terreno ter sido preparado foi fácil ao sr. Costa ( que disto sabe tanto como de lagares da azeite)a conselho dos tais recalcados tomar esta decisão.Agora quero ver as reacções duns e outros. Uma coisa é certa. A sinistralidade irá demonstrar se valeu a pena este show off. Pobre país qu tais dirigente tem.Cidadão isento

28.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

No préterito ano de 1970, foi criada, à pressa, a Brigada de Trânsito da GNR.Nos 37 anos que se segiram, tombaram ao serviço da mesma mais de três dezenas dos militares das suas fileiras. Todos sabemos que as organizações, como as pessoas, países e até nações, nascem, crescem, vivem e morrem. Mas a BT é uma daquelas «instituições» que, pela sua "juventude",imagem pública, características organizacionais e capacidade ímpar, no âmbito da sua missão, de ser o exemplo da "firmeza isenção e cortesia", acabou por gerar uma cultura própria cobiçada por muitos - destacada da mediania das outras Unidades da Guarda Nacional Repúblicana (GNR) - levando-a a atingir elevados níveis de afirmação, desempenho e garantias de resposta no âmbito da sua missão.Dez milhões de portugueses, são testemunhos "vivos" de uma vivência do quotidiano desta Unidade Especial da GNR. Em memória dos que morreram como "hérois inocentes" nas curvas das estradas em pró da segurança dos outros e dos agora «estropiados do corpo e da alma» mas com o orgulho de terem pertencido à BT e tão generosamente lhes terem "doado" os melhores anos da sua juventude,devemos reflectir seriamente quanto á continuidade ou não da BT. Não vou falar dos "poderes ocultos" que "mascararam" o "brilho" desta jovem Unidade da GNR (BT), nem dos chefes responsáveis e intervenientes directos, que se acomodaram com as mordomias, porque deles nada mais é de esperar...Hoje são poucos os que se afoitam a atirar um pedregulho para o charco da ingratidão e a contar a verdade nua e crua de toda a vivência da BT enquanto "destruida", paulatinamente, por "velhos do Restelo" e afins. Hoje, a BT, teimosamente sangrando, resta-lhe saber exatamente o "grupo/data/hora" da sua "morte" legal.
Entretanto, a angústia do seu efectivo é já notória...por sentir que a sua BT os «abondonou» em pró da economia de mercado e de certas cúpulas instaladas.
"Ainda tenho esperança"...!!! dizem alguns. Pode ser que neste negrume do compasso dos dias ainda surja o "milagre"...

"ABUSUS"

28.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

Não entendo estes militares da GNR, mas a BT não lhes foi oferecida pela classe politica decadente da altura. No entanto por vissicitudes várias não souberam cuidar da sua " dama " e agora vêm derramar lágrimas de crocodilo ( será que alguns ficam com a vivenda por concluir outros não vão poder de se passear de BMW`S etc..etc... Como as sociedades estão em constante evolução, eis que chegou à altura de acabar com toda esta fantuchada denominada " BT/GNR " e todo o seu efectivo ser distribuído pelos destacamentos territóriais.Isto sem esquecer que alguns " júlios " até diziam à boca cheia que não eram guitas. Ai que me vou fartar de rir quando o leite da vaca acabar.

28.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

Jack Welch presidente da General Electric Corporation disee: "Control your destiny or someone else will" ou seja: Mude antes que você seja forçado a mudar. Foi isto exactamente que sucedeu à Guarda e à BT em especial.Nã se queixem os velhos do restelo que houve pessoas que os alertaram para isto. Agora... Mas também desiludam-se os abutres porque também não vão ficar melhores. Mas como isto é um país de invejosos é preferível ficarem todos mal a conseguir o que os outros têm. Isto é nivelar por baixo.

29.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

Para as pequenas dúvidas...

Eis um link para o MAI onde o senhor explica a extinção das bridadas. Pelo que percebi o senhor quer um 3 em 1 e um 1 em 3.
Confuso?
É só carregar na setinha:

http://www.mai.gov.pt/mmultimedia/default.asp?seccao=5&id=130&mode=text&subid=93

29.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

Ao anónimo anterior:

Obrigado pelo link.

Depois do "indian boy", explicar a teoria dele, fiquei sem perceber para servem os "trânsitos e os fiscais"!
Então não é que os "gerais", fazem tudo?
Este ministro sabe da poda!!!!
O Abusus deve ser assessor do homem!

Jacaré 007

29.3.07  
Blogger O JACARÉ 007 disse...

Sabe o que é um chaparral? E um conjunto de chaparros?

29.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

Camarada Túlio já leu oartigo do Gen L.Santos no público de hoje? Leia e diga da sua justiça.OK? Soldado desconhecido

30.3.07  
Anonymous Túlio Hostílio disse...

O General Loureiro dos Santos, pessoa que escuto e leio sempre muito atentamente, escreveu no Público de hoje, um artigo intitulado “Guarda Nacional Republicana: uma força militar porquê?”.
Embora concorde, com as críticas efectuadas às justificações apresentadas pelo Governo para a manutenção de uma força de segurança de cariz militar, as quais deveriam ser mais explícitas, sem que pudesse haver zonas nubelosas passíveis de interpretações divergentes.
Não concordo, de forma alguma, com o papel atribuído à GNR no contexto das forças de segurança por parte do Sr. General Loureiro dos Santos. Porque esse papel mais não é do que um decalque daquilo que se passava com o Exército Português durante a Guerra do Ultramar, onde existia todo um conjunto de forças de quadrícula (Batalhões e Companhias), as quais em termos de segurança interna seriam o correspondente às forças policiais (sem capacidade militar) e que cobririam a malha do território nacional. À GNR ficaria atribuído o papel de uma força de intervenção para lidar com situações mais delicadas, à semelhança daquilo que acontecia com algumas Unidades de forças especiais em África.
Assim a GNR deixaria de ter um papel activo em termos de quadrícula policial, dando lugar a uma força de segurança de cariz militar orientada para os locais onde haja maior possibilidade de surgirem ameaças que exijam resposta militar, além de ter unidades de reserva para actuar em todo o território nacional, enquanto as forças policiais (sem capacidade militar) estendiam a sua actuação a todo o território nacional.
A minha posição sobre este assunto já foi apresentada nalgumas postagens:
• Territorialização das Forças de Segurança
http://tocadotulio.blogspot.com/2006/12/territorializao-das-foras-de-segurana.html
• As Forças de Segurança
http://tocadotulio.blogspot.com/2007/02/nos-termos-da-respectiva-lei-orgnica-1.html
• A implantação territorial das Forças de Segurança
http://tocadotulio.blogspot.com/2007/02/implantao-territorial-das-foras-de.html
As quais deverão ser complementadas por uma postagem (entre muitas outras) do blog Securitas:
A Especificidade Gendármica
http://securitas.blogs.sapo.pt/17284.html#comentarios

30.3.07  
Blogger O JACARÉ 007 disse...

Uma vez até ouvi o senhor general, dizer que em sua opinião, a GNR, deveria ter como uma das suas Missões fazer as Portas de Armas e a Segurança dos Quarteis da tropa, pois o pessoal da GNR tem competência de OPC, ao contrário dos militares das FA.
Nem parece filho de um antigo comandante de Posto Territorial, onde brincou até ir para a tropa.
Para o peditório do senhor general já dei o que tinha de dar!

30.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

OK Camarada Túlio.Concordo com a sua leitura. Ficavamos uma espécie de OPVDCA ou mais recentemente uma guarda rural que veio a ser integrada na PSP Angola.

31.3.07  
Anonymous Túlio Hostílio disse...

A Organização Provincial de Voluntários de Defesa Civil de Angola (OPVDCA) foi uma força de milícia criada em Angola na sequência da Lei dos Corpos de Voluntários de 1961, para auxiliar as Forças Armadas Portuguesas na Guerra do Ultramar, sobretudo em funções de auto-defesa.

A OPVDCA era enquadrada por oficiais do activo ou da reserva das Forças Armadas, mas estava dependente da Administração Civil, sendo o seu responsável máximo o Governador-Geral da província. A função da OPVDCA era essencialmente de defesa de populações, de vias de comunicações e de instalações sensíveis.

Os membros da OPVDCA eram voluntários civis que mantinham as suas profissões, servindo na organização a tempo parcial. Inicialmente a OPVDCA era constitída apenas por colonos brancos, mas tornou-se posteriormente crescentemente multi-racial. No seu auge a OPVDCA chegou a ter mais de 40.000 efectivos.

31.3.07  
Blogger Vladimir disse...

Como era sábado, o Vladimir inspirou-se e decidiu dar forma ao pensamento.

31.3.07  
Anonymous Anónimo disse...

OH Túlio tem de cobrar direitos à Wikipédia porque eles copiaram o seu texto sobre OPVDCA. Eu estava lá quando aquilo começou e conheço todo o processo.

1.4.07  
Blogger ≈♥ Nadir ♥≈ disse...

....oooO
....(....)... Oooo
.....)../. ...(....)
....(_/.......)../
..............(_/
....oooO
....(....)... Oooo
.....)../. ...(....)
....(_/.......)../
..............(_/
...... Passei por aqui
......... E desejo
......... Uma boa Semana
BEIJOS

1.4.07  
Blogger O JACARÉ 007 disse...

Conhece o Fernando Macaco?
E a Paula Monteiro?

1.4.07  
Anonymous Anónimo disse...

Oh! jacaré 007

Então não conheces o capitão quadrado dos mascarilhas.

E o outro capitão dos " guitas " que retirou um motor de um jipe dos romanos para o colocar no jipe particular, no acantonamento de Penafiel.

Abre a pestana triste Jacaré 007

2.4.07  
Blogger O JACARÉ 007 disse...

Olá anónimo anterior:
Bem vindo cuco, ou cuca, sabe-se lá!
Conheço muito bem o capitão mascarilha. Por isso está colocado onde não faz muitas asneiras. Parte portas! Nisso é bom!
O outro infelizmente ainda não o consegui meter no xilindró. Está quase, não te preocupes!
Hoje gostei de ver a D. Paula! Quase que conseguiu explicar o que faziam 600 cucos na Luz. Nada! Ou melhor, sacaram o gratificado ao LFV. Quase me caiu o piercing da língua de tanto rir.
Olha diz lá ao pessoal que um objecto com dois dedos de comprimento pode ser grande demais! Tudo depende do sitio onde se quer colocar o material!
Volta sempre. Acho que o Túlio não se importa, mas sabes onde me encontrar.

2.4.07  
Anonymous Anónimo disse...

Que diferença há entre os certificados de habilitações literárias da "Universidade da Moita" e os da "Universidade Independente" ??? A ondulação rítmica das paixões pelo estatuto social tornou os anos oitenta do século passado - ainda eu usava cueros - o paradigma das ocasiões academicas....muitos, depois de se graduarem na MOITA, sairam do porto enfadonho da resignação e hoje "navegam" no mar das «auto-estradas douradas» e lutam para que vestigios do passado academico se afastem deles...como o Diabo da Cruz...entretanto a "raia-miuda", e só essa, foi apanhada na "rede" dos bodes expiatório com malhas preparadas à sua "altura". Um certo "olho azul" despachava 24 horas por dia incluindo Domingos e feriados...
Era o tempo das calças "boca-de-sino"...longe dos actuais «piercings».
Onde é que andaria o Srº Armando Vara, desculpem!...Drº Armando Vara, Doutor? Ya, Doutor!!! a sério?....bem...pois..

"ABUSUS"

2.4.07  
Anonymous Anónimo disse...

Caro Jacaré
Os cucos já podiam mudar a D.Paula de RP e arranjar coisa mais moderna. Esta já está démodé.Só não percebo como num jogo destes não foram utilizados os cavalos como fizeram durante o Euro. Complexos? A segurança não se compadece com invejinhas.Picador

3.4.07  
Blogger O JACARÉ 007 disse...

Amigo,
não metas os nossos cavalos no meio de tanta cavalgadura!
Se mais educados e inteligentes e ainda se magoavam
Até já tenho pena da PIQUENA!

Abraço.

3.4.07  
Blogger O JACARÉ 007 disse...

Abusus, amigo,
Diz-me lá na tua linguagem cifrada quem são os "dourados da Moita"?
Acho que conheço um, talvez dois... Haverá mais?
Eras assíduo na moradia de St.º António da Charneca ou só fazias vigilâncias?
Hoje a coisa está mais facilitada com o Google Earth, não?
Às vezes consigo assustar-te com o que sei não?
Descansa amigo, nunca te denunciarei....

3.4.07  
Anonymous Anónimo disse...

Ái que o " cuco " é mais

inteligente do que os bostadeiros,

que em terra de mouros, no ano de

2004, só largaram bosta e da

grossa, quiça " tipo " ração para

alimentar o animal de focinho

achatado e arredondado.

Mas tem cuidado na tua Amazónia,

existem muitos jacarés, e mais um

foi apanhado junto ao Retail

Park.

No teu habitat, existe uma grande

diversidade de fauna e flora e

vários ecossistemas em perfeito

equilíbrio.



- Mas será este o jacaré

Lacoste!!!!!!

3.4.07  
Anonymous Anónimo disse...

Porque será que o Sr. José Sócrates anda tão calado? E porque os outros partidos (PSD, PP, BE, CDU) não querem explorar o assunto? Será que andaram todos na Universidade da Moita? Por sinal, do mesmo ex-reitor da UnI...

4.4.07  
Anonymous Anónimo disse...

Estudo diz que não houve nenhum diplomado no curso de Sócrates em 1996
04.04.2007 - 23h30 Ricardo Dias Felner


Um estudo do Ministério do Ensino Superior revela que em 1996 não houve nenhum aluno diplomado em Engenharia Civil, pela Universidade Independente (UnI). Este dado contraria os documentos, apresentados ao PÚBLICO como fazendo prova da licenciatura do primeiro-ministro, que indicavam que José Sócrates havia concluído o curso no dia 8 de Setembro de 1996.

Em declarações ao PÚBLICO, o assessor de imprensa do primeiro-ministro, Luís Bernardo, reafirmou que “o primeiro-ministro acabou a licenciatura em 1996”, remetendo qualquer explicação sobre o resultado do estudo para a UnI. “Isso não é um problema do primeiro-ministro. A questão terá de ser colocada à UnI e ao Ministério do Ensino Superior.”

Contactado pelo PÚBLICO, o reitor da UnI à época, Luís Arouca, recusou-se a dar qualquer esclarecimento. “Estou em completo black out relativamente a esse assunto”, disse.

De acordo com o levantamento estatístico Diplomados (1993/2002), elaborado em 2004 pelo Observatório da Ciência e do Ensino Superior (OCES), só se licenciaram na UnI, no ano de 1996, alunos dos cursos de Ciências da Comunicação (67) e de Relações Internacionais (25).

A razão pela qual a maioria dos cursos ainda não tinha qualquer licenciado, nesse período, deve-se ao facto de a UnI ter começado a funcionar em 1994/95.

Na página 177 do documento do OCES pode ler-se que, para o curso de Engenharia Civil, os primeiros diplomados só surgem em 1997/98 — e são sete. Este número coincide com o valor apresentado num relatório de avaliação externa do curso de Engenharia Civil da UnI, elaborado por uma comissão independente.

A pista sobre este levantamento foi dada por um leitor anónimo do blogue Do Portugal Profundo, cujo autor, António Balbino Caldeira, tem levantado, desde 2005, dúvidas sobre o currículo académico de José Sócrates.

Os dados do documento (disponível no site da OCES) têm por base, como é escrito na introdução, “a resposta dos estabelecimentos de ensino superior ao inquérito estatístico anual realizado pelo OCES” — um organismo pertencente ao Ministério da Tecnologia, Ciência e Ensino Superior.

Em declarações ao PÚBLICO, há três semanas, o primeiro-ministro, o antigo reitor da instituição e o então director do departamento de Engenharia Civil garantiram que, logo em 1996, quando o curso tinha apenas dois anos, houve alunos, transferidos de outras instituições, a frequentar cadeiras dos terceiro e quinto anos da licenciatura em Engenharia Civil, entre os quais estava o próprio José Sócrates.

Esta versão foi contudo contrariada, na mesma altura, pelo director da Faculdade de Engenharia e vice-reitor, Eurico Calado. Este professor afirmou que em 1996 só funcionaram aulas dos primeiro e segundo anos do curso de Engenharia Civil.

Quem deu as aulas?

Esta não é, no entanto, a única contradição que subsiste relativamente à licenciatura de José Sócrates. Permanece pouco claro quem leccionou as cinco disciplinas que o actual primeiro-ministro terá concluído naquela instituição. O director à época do departamento de Engenharia Civil, António José Morais, afirmara ao PÚBLICO (ver edição de 22 de Março) que fora responsável por quatro dessas cadeiras, todas na área das estruturas. O ex-reitor Luís Arouca, por sua vez, acrescentara que Fernando Guterres dera algumas dessas aulas práticas. No “Expresso” da semana passada, por sua vez, António José Morais citou um outro docente, “o monitor Silvino Alves”, que também terá leccionado essas cadeiras.

Sucede que num currículo exaustivo de António José Morais, o docente apenas refere ter leccionado, em 1996, na UnI, as disciplinas de Betão Armado e Pré-Esforçado e Teoria das Estruturas. A primeira cadeira terá sido concluída por José Sócrates, mas a segunda não aparece sequer no plano curricular do curso.

De fora ficam, assim, três cadeiras que António José Morais dissera ter ministrado a José Sócrates nesse período: Análise de Estruturas (3º ano), Projecto e Dissertação (5º ano) e Estruturas Especiais (5º ano).

No mesmo currículo, com 43 páginas, António José Morais indica que só leccionou a cadeira de Projecto, em 1997, ou seja, quando José Sócrates já teria a licenciatura finalizada. Questionado por e-mail sobre estas contradições e sobre as aulas dadas pelo “monitor Silvino Alves”, António José Morais manteve que leccionou as quatro disciplinas de estruturas e que, “em todas”, teve “mais que um aluno”, acabando por concluir: “Desconheço que versão de currículo viu”. Acrescentaria depois que “Teoria é o mesmo que Análise”.



A explicação do Governo

O gabinete do ministro do Ensino Superior, contactado pelo PÚBLICO, afirmou que os dados do relatório do OCES quanto ao número anual de licenciados não incluem, “para qualquer dos cursos, os alunos que, tendo ingressado por transferência, tenham concluído a licenciatura através de um plano de estudos fixado na sequência de um processo de equivalência”. Este critério não está, contudo, explicado no relatório — antes pelo contrário. Na introdução do documento, onde se explica o âmbito do estudo, concretiza-se que as estatísticas se referem “ao grau de licenciado, obtido através de diferentes percursos académicos”. A explicação do Ministério do Ensino Superior parece também ser contraditória com o facto de, na própria UnI, nos cursos de Ciências da Comunicação e Relações Internacionais, serem indicados no relatório como diplomados, logo em 1996, dezenas de alunos que ali ingressaram por transferência.

Porque razão a PGR e a PJ não investigam estes "diplomas"? Não estamos perante um crime gravíssimo? E já agora, porque não investigam também certos "canudos" de dirigentes dos PALOP's que aproveitavam fins-de-semana em Portugal para arranjar os dentes à conta da Assembleia da República (entenda-se, contribuintes) e tiravam também a licenciatura? Será num destes cursos de fim-de-semana que o Sr. José Sócrates tirou o curso também? E já agora, o que andam os Srs. Inspectores do Ministério da Educação a fazer na UnI? Porventura a apagar as provas existentes desta fraude monumental?

5.4.07  
Blogger ≈♥ Nadir ♥≈ disse...

Passei por aqui e deixo votos de uma Páscoa FELIZ!
Beijos

6.4.07  
Blogger Conceição Bernardino disse...

Convite de apresentação


Meus queridos amigos,
Queria convidar-vos a todos para a apresentação do meu primeiro livro de poesia, “ Alma Poética” que se realizará no dia 23 de Abril às 22h (segunda – feira, dia mundial do livro), que se realizará na Fnac no Gaia Shoping.
Muito obrigada a todos.
Apareçam será um prazer a vossa presença.
Beijinhos
Conceição Bernardino

http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com

11.4.07  
Blogger Noivo disse...

back:)

12.4.07  
Blogger ≈♥ Nadir ♥≈ disse...

Passei para ver as novidades...
Desculpa-me o facto de não te comentar como devia. Abate-se sobre o corpo e a alma o cansaço esta semana .A falta de tempo também nao ajuda, no entanto tento sempre visitar os amigos da blogosfera que me acarinham e visitam.
Beijinhos

17.4.07  
Blogger Conceição Bernardino disse...

Olá,
Desculpe a minha ausência, mas o que importa é, que estou de volta.
Ofereço-lhe este poema da minha autoria...

Sorriso


Não me lembro de ter nascido,
Não me lembro de ter vivido,
Não me lembro, jamais de alguma coisa
Se não somente, de ter sofrido!
Mas que importa isso agora?
Se sou feliz por ora.
Tenho amigos por todo lado
Os quais eu tanto amo
Os quais eu muito respeito
Sou feliz, por fazer sorrir alguém
Que sofre tanto ou mais do que eu.


Conceição Bernardino

Beijinhos e uma boa semana...
http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com

18.4.07  
Blogger O JACARÉ 007 disse...

Coveiro,a profissão de quem não estudou!

21.4.07  
Anonymous M disse...

Volta Túlio,
Estás perdoado!

21.4.07  
Anonymous Anónimo disse...

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26.3.13  

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